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Tragédia em Santa Maria mobiliza voluntários

Por Gabriela Lara
Atualização:

O incêndio que deixou ao menos 232 mortos e mais de 100 feridos em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, está mobilizando cidadãos de todo o Estado, com os hospitais recebendo dezenas de voluntários para doação de sangue e também a oferta de vários profissionais da área da saúde.No Hospital de Caridade da cidade, que está atendendo cerca de 70 vítimas da tragédia, aproximadamente 100 pessoas estiveram no banco de sangue da instituição ao longo da manhã, segundo o assessor de comunicação do hospital, Clademir Pereira. "Os estoques que tínhamos eram suficientes pra suprir a demanda inicial e foram rapidamente repostos com os doadores, que continuam se colocando à disposição", afirmou à Agência Estado.De acordo com informações da Agência Brasil, até o início da tarde deste domingo mais de 150 voluntários haviam procurado outro ponto de doação, o Hemocentro de Santa Maria.As instituições locais também estão cadastrando trabalhadores da área de saúde. O Hospital Universitário de Santa Maria, que abriga 31 vítimas do incidente, tinha mais de 30 fichas de voluntários até o início da tarde, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e farmacêuticos. "Estamos anotando os dados de todos, mas por enquanto chamamos apenas alguns psicólogos para dar apoio às famílias", explicou a porta-voz do hospital Bruna Coimbra.Ela contou que ainda não há falta de material hospitalar e equipamentos, com exceção de respiradores. A alternativa foi contar com a colaboração de hospitais de outras cidades. "Já conseguimos um (respirador) de Uruguaiana e estão vindo outros de Porto Alegre", diz.Uma empresa gaúcha disponibilizou passagens de ônibus de Porto Alegre a Santa Maria para os voluntários neste domingo. Segundo o diretor de operações da Planalto Transportes, Paulo Roberto Petersen, mais de 20 pessoas usaram a cortesia durante o dia. "A partir de agora vamos trabalhar em parceria com a Defesa Civil para coordenar este serviço e enviar profissionais que forem mais demandados", afirmou.

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