A semana foi dominada pelas discussões sobre o caso de adultização nas redes sociais denunciado pelo influenciador Felca que resultou, nesta sexta, na prisão de Hytalo Santos por exploração de menores. O assunto divulgado no digital foi rapidamente parar no mundo real.

O fundador da Cyrela e filantropo, Elie Horn, reuniu em um jantar, nesta semana, CEO ‘s de setores como: energia, construção civil, bancário e varejo. O objetivo: aproveitar o momento para mobilizar os executivos contra a exploração infantil. “ Eu não posso considerar normal isso e nós somos coniventes e não podemos ficar quietos. As crianças abusadas são inocentes e viram escravas. Essa é uma causa do bem e gostaria que todos fizessem o bem”, disse Horn.
Durante o encontro fechado, Ernesto Pousada, CEO da Vibra, que possui mais de 8.300 postos de gasolina explicou o motivo do engajamento: “A gente identificou que os postos são pontos de violência sexual. Eu não tinha ideia disso e nem um olhar sobre. E isso me tocou. A gente começa a perceber que o problema é muito grande para resolver sozinho e precisamos nos mobilizar”, contou. Ele aproveitou a oportunidade para apresentar uma ação prática aos outros executivos: o projeto “Seja um agente de proteção”, que é uma parceria da empresa com a Childhood Brasil, Instituto Liberta e o Grupo Mulheres do Brasil.
O objetivo do movimento, que já tem a parceria de 180 empresas, é desenvolver uma comunicação interna em cada organização para conscientizar os funcionários sobre o assunto e, explicar para eles, os canais de denúncias para esses crimes. Assim, a rede de proteção contra esses crimes pode ser ampliada. No jantar, também foi exibido o filme Manas de Marianna Brennand, lançado neste ano, que tem como temática o abuso infantil.





