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Um retrato social diário, baseado na relevância do fato, da notícia e da imagem

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Denise Fraga: ‘Antes previam que você fosse aposentado aos 60; hoje vamos para balada com os filhos’

Em nova produção dirigida por Marcia Paraiso, a atriz interpreta uma mulher 50+ que decide recomeçar a vida

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Foto do autor Alice Ferraz
Atualização:

Na estreia de Livros Restantes, seu novo longa dirigido por Marcia Paraiso, que estreia dia 11 de dezembro, Denise Fraga vive uma mulher 50+ prestes a recomeçar a vida. Ela fala à Coluna sobre set feminino, livros marcantes, o protagonismo de sua geração e a travessia da menopausa.

Denise Fraga vive uma mulher 50+ prestes a recomeçar a vida em novo longa. Foto: Arte de Thais Barroco sobre foto de Daniel Teixeira/Estadão

Alice: Como foi trabalhar em uma equipe majoritariamente feminina?

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Denise: Colocar uma equipe só de mulheres é um ato político. Sinto que diretoras mulheres têm outra atenção ao detalhe. Somos mais filigranadas — e o cinema é a arte do detalhe. Estar num set assim fez diferença pra mim.

A: Quais dois livros marcaram sua vida — e por quê?

D: Uma edição de 30 contos, do Machado de Assis, que escancara nossa hipocrisia social. E O Filho de Mil Homens, do Valter Hugo Mãe — chorei de soluçar lendo. Tenho lido também Sidarta Ribeiro, bell hooks e Wislawa Szymborska. Me lembram que ninguém está sozinho.

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A: A geração de atrizes 60+ está redefinindo o que é ter 60 anos?

D: Sim. As mulheres estão mais protagonistas das suas vidas. Antes esperavam que aos 60 você estivesse aposentando; hoje estamos indo para a balada com os filhos. Estou com duas peças e dois filmes nos quais digo o que quero dizer. Não é só interpretar um personagem — é ter uma voz. Isso me dá uma alegria enorme.

A: Fazer 50, assim como sua personagem, te trouxe vontade de mudar de vida?

D: Me fez sentir que era o primeiro ano do resto da minha vida. Não é exatamente mudar de vida como a protagonista, mas a vida é uma jornada muito rica e, para aproveitar, temos que ter certas estratégias de alegria. Quero aproveitar o tempo que tenho. Agora e já.