O Hospital Sírio-Libanês acaba de abrir uma frente contra um dos inimigos mais traiçoeiros da medicina: os tumores do sistema nervoso central. “O tratamento é difícil, com alto risco de fatalidade ou de sérios impactos na qualidade de vida”, admite o neuro-oncologista Marcos Maldaun, co-coordenador do recém-inaugurado Brain Tumor Center da instituição.

Só no Brasil, mais de 11 mil novos casos surgem a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer. “É o primeiro centro na América Latina dedicado a esses tumores. Doenças complexas, de difícil tratamento, como essas, exigem centros especializados, dedicados à pesquisa e à busca por melhores resultados”, afirmou à Coluna.
Como é o novo centro do Sírio-Libanês

O novo espaço junta sob o mesmo teto um ambulatório para pacientes e um laboratório de pesquisa científica. Médicos e cientistas trabalham lado a lado para aprimorar protocolos de tratamento. “O centro nasceu para concentrar essa expertise em um só lugar, ampliando nossa capacidade de oferecer cuidado individualizado e de gerar e compartilhar conhecimento científico”, resume Fernando Ganem, diretor-geral do Sírio-Libanês.
Novos estudos
Os primeiros estudos do centro – que vão de cultura celular a reposicionamento de drogas e imunomodulação – já estão em curso. A expectativa é de iniciar os testes com pacientes antes de 2027.






