Transformar em obras de arte as teorias criadas pelo neurocientista Miguel Nicolelis, professor emérito da Duke University – essa foi a missão assumida pela dupla Antonio Curti e Felipe Sztutman, do Aya Studio. O resultado? A mostra O que nos une, que converge arte, tecnologia e ciência de forma interativa, e terá lugar no Centro Cultural Fiesp, a partir de 14 de outubro.

Por lá, visitantes terão acesso a três grandes obras que explicam a teoria Brainet, criada por Nicolelis. De forma simplificada, ela determina que cérebros humanos podem se conectar e operar em rede a partir da transmissão de sinais neurais. O público também verá trechos de entrevistas concedidas por Nicolelis e o exoesqueleto que o médico ajudou a criar para permitir movimentos em pessoas com paraplegia, apresentado na Copa do Mundo de 2014.
Antonio Curti, um dos criadores, contou à Coluna que Miguel Nicolelis participou ativamente do desenvolvimento da exposição, que tem como missão tornar a neurociência mais acessível para o público geral: “A ciência pode ser muito teórica e distante. O papel da arte, nesse caso, é traduzir conceitos científicos para outras mídias, que são mais próximas”, disse.
Uma das obras, O Coletivo, “transforma” as pessoas em neurônios numa tela gigante, simulando conexões cerebrais; outra, usa sensores para sincronizar batimentos cardíacos e criar uma nova trilha sonora, em tempo real, a partir das batidas de três pessoas desconhecidas. “Tudo é muito interativo. Sem a presença do público, as obras não funcionam”, finaliza.
O que nos une tem entrada gratuita e fica em exposição até 1º de fevereiro de 2026.
Exposição “O que nos une”
- Endereço: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp - Av. Paulista, 1.313
- Visitação: 15 de outubro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026
- Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 20h
- Classificação: Livre para todos os públicos






