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Barbra Streisand vai receber prêmio RBG em abril

Ruth Bader Ginsburg, juíza adjunta da Suprema Corte dos EUA, admirava a atriz e cantora por seu ativismo social

Por Peter Marks

THE WASHINGTON POST - Provavelmente não é surpresa que Ruth Bader Ginsburg (1933-2020), a falecida juíza adjunta da Suprema Corte dos EUA e grande consumidora de cultura, fosse fã de Barbra Streisand. “Ela adorava moda, glamour, comida”, lembrou sua amiga, a filantropa Julie Opperman. E ela amava Streisand, a estrela do cinema e da música.

Então, quando, no final de sua vida, a jurista convidou Opperman para criar um prêmio anual em seu nome para mulheres que se esforçaram para mudar a sociedade, a lembrança da artista logo surgiu. “Ela queria homenagear mulheres de grande paixão e conquistas”, disse Opperman. “Pretendia que fossem mulheres na tradição RBG. Tenho o prazer de dizer que Barbra Streisand está entre elas.”

A atriz e cantora Barbra Streisand vai receber prêmio RBG. Foto: Robyn Beck

Liderança

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Dessa conversa, ocorrida em março de 2019 - 18 meses antes da morte de Ginsburg -, surgiu o impulso para o Prêmio Mulher de Liderança da Justiça Ruth Bader Ginsburg. E, neste ano, ele será ofertado a Streisand, anunciou Opperman na quarta, 22. A Fundação Dwight D. Opperman homenageará a atriz-diretora-cantora-ativista em cerimônia na Biblioteca do Congresso, em 22 de abril.

“Mulheres em todos os lugares se beneficiaram do brilhantismo e da coragem da juíza Ruth Bader Ginsburg”, afirmou Streisand, em comunicado ao Post. “Ela é uma inspiração e dedicou sua vida a promover a igualdade e a justiça, e o mundo é um lugar melhor por isso. Estou profundamente honrada em receber um prêmio em nome de uma mulher tão extraordinária, heroína americana e um ícone para o mundo.”

Streisand, de 80 anos, torna-se a quarta vencedora do prêmio, juntando-se a nomes como a patrona das artes Agnes Gund, a estilista Diane von Furstenberg e a rainha Elizabeth II. Embora Ginsburg tenha mencionado Streisand como potencial destinatária, ela foi oficialmente referendada por um comitê de 14 membros presidido por David Rubenstein, cofundador do Carlyle Group e presidente do conselho de curadores do Kennedy Center.

Streisand, vencedora do Oscar, Emmy e Grammy, foi reconhecida pela defesa de várias causas, como direito de voto, pesquisa sobre mudanças climáticas e igualdade racial e de gênero e também por seus trabalhos de caridade, como a criação do Barbra Streisand Women’s Heart Center no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.

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