Estadão faz tour exclusivo pelo The Town
Vice-presidente artístico do evento mostra bastidores e novidades da ediçaõ 2025 do festival. Crédito: TV Estadão
A segunda edição do The Town começa neste sábado, 6, com dia dedicado ao rap e ao trap, com Travis Scott e Lauryn Hill como grandes atrações. No domingo, 7, o dia do rock, ou melhor, do punk rock, tem nomes como Green Day, Bad Religion, Bruce Dickinson, Pitty e Capital Inicial.
O Estadão fez um tour exclusivo pelos bastidores do The Town, na Cidade da Música, no Autódromo de Interlagos, na tarde desta sexta-feira, 5, menos de 24 horas antes da abertura dos portões. Quem guiou a visita foi Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World e responsável pela curadoria dos cinco palcos.
Com tudo praticamente pronto, foi possível ver, na arena ainda sem público, a grandiosidade do palco Skyline, depois de dobrar a curva do S de Senna, que vai receber atrações como Travis Scott, Green Day, Mariah Carey, Backstreet Boys, Ivete Sangalo e Katy Perry. A passarela na qual Scott fará seu show estava recebendo os últimos ajustes.

Do outro lado da Cidade da Música, no colorido palco The One, onde se apresentam Lauryn Hill, Iggy Pop, Lionel Richie e Ludmilla, a banda de Lauryn Hill fazia uma passagem de som.
Bem próximo ao The One, está o novato Palco Favela, onde artistas do rap, trap, hip hop, do pagode e do samba se apresentarão. Chama atenção a cuidadosa cenografia do São Paulo Square, palco do jazz, inspirada em pontos turísticos da cidade.
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O Estadão pôde ainda visitar e mostrar duas áreas bastante restritas, onde os artistas que se apresentarem no The Town e convidados vão se encontrar. Uma delas é o Artist Village, próxima à área de camarins, com um pequeno palco, no qual se apresentarão bandas e DJs. Zé Ricardo não descarta canjas no espaço.
“É um espaço de liberdade criativa, para todo mundo se reunir aqui e poder curtir um pouco. É uma continuidade do palco, uma oportunidade de você ver um artista você admira”, diz.
Ao lado da Artist Village, está o The Flow, uma espécie de “sala de visita” de Zé Ricardo, no qual ele pretende reunir artistas para trocar ideias e estabelecer parcerias. O local é inspirador, com obras do artista plástico carioca Renê Machado, da Casa Arlette.
A proposta da curadoria do The Town
Zé Ricardo falou sobre a proposta do festival e como é importante o público estar aberto não apenas para assistir a seu artista favorito, mas usar a multiplicidade do evento para expandir os horizontes musicais. Ele vê legitimidade até nos protestos do público que se repetem a cada ano - ele também faz a curadoria do Rock in Rio - sobre a ausência de um ou de outro artista.
“Um festival não é sobre o que você quer, é sobre o que você não sabe o que quer. Você vem ver a Katy Perry e sai enlouquecido com a Joelma, descobre que ela é uma grande estrela do Pará. A verdadeira curadoria dribla o algoritmo”, diz.

Ricardo lembra que um festival é um negócio, precisa dar lucro e atrair o público, mas afirma que a arte não deve se perder em meio a isso.
“Faço sem marra, com muito amor, muita vontade de que seja bom para as pessoas, de saber o quanto podemos proporcionar de cidade para a vida das pessoas, uma cidade mágica, porque, na verdade, isso aqui pode ser encarado ludicamente como uma proposta de futuro”.




