The Town: ‘Estadão’ faz tour exclusivo pelos bastidores do festival; veja o vídeo

A segunda edição do evento começa neste sábado com atrações como Travis Scott, Lauryn Hill, Green Day e Iggy Pop. A reportagem percorreu os principais palcos do festival e mostrou áreas restritas ao público, onde artistas vão se encontrar

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Foto do autor Danilo Casaletti

Estadão faz tour exclusivo pelo The Town

Vice-presidente artístico do evento mostra bastidores e novidades da ediçaõ 2025 do festival. Crédito: TV Estadão

A segunda edição do The Town começa neste sábado, 6, com dia dedicado ao rap e ao trap, com Travis Scott e Lauryn Hill como grandes atrações. No domingo, 7, o dia do rock, ou melhor, do punk rock, tem nomes como Green Day, Bad Religion, Bruce Dickinson, Pitty e Capital Inicial.

O Estadão fez um tour exclusivo pelos bastidores do The Town, na Cidade da Música, no Autódromo de Interlagos, na tarde desta sexta-feira, 5, menos de 24 horas antes da abertura dos portões. Quem guiou a visita foi Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World e responsável pela curadoria dos cinco palcos.

Com tudo praticamente pronto, foi possível ver, na arena ainda sem público, a grandiosidade do palco Skyline, depois de dobrar a curva do S de Senna, que vai receber atrações como Travis Scott, Green Day, Mariah Carey, Backstreet Boys, Ivete Sangalo e Katy Perry. A passarela na qual Scott fará seu show estava recebendo os últimos ajustes.

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O palco Skyline recebia os últimos ajustes na sexta-feira, 5, um dia antes do início do The Town Foto: Danilo Casaletti/Estadão

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Do outro lado da Cidade da Música, no colorido palco The One, onde se apresentam Lauryn Hill, Iggy Pop, Lionel Richie e Ludmilla, a banda de Lauryn Hill fazia uma passagem de som.

Bem próximo ao The One, está o novato Palco Favela, onde artistas do rap, trap, hip hop, do pagode e do samba se apresentarão. Chama atenção a cuidadosa cenografia do São Paulo Square, palco do jazz, inspirada em pontos turísticos da cidade.

O Estadão pôde ainda visitar e mostrar duas áreas bastante restritas, onde os artistas que se apresentarem no The Town e convidados vão se encontrar. Uma delas é o Artist Village, próxima à área de camarins, com um pequeno palco, no qual se apresentarão bandas e DJs. Zé Ricardo não descarta canjas no espaço.

“É um espaço de liberdade criativa, para todo mundo se reunir aqui e poder curtir um pouco. É uma continuidade do palco, uma oportunidade de você ver um artista você admira”, diz.

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Ao lado da Artist Village, está o The Flow, uma espécie de “sala de visita” de Zé Ricardo, no qual ele pretende reunir artistas para trocar ideias e estabelecer parcerias. O local é inspirador, com obras do artista plástico carioca Renê Machado, da Casa Arlette.

A proposta da curadoria do The Town

Zé Ricardo falou sobre a proposta do festival e como é importante o público estar aberto não apenas para assistir a seu artista favorito, mas usar a multiplicidade do evento para expandir os horizontes musicais. Ele vê legitimidade até nos protestos do público que se repetem a cada ano - ele também faz a curadoria do Rock in Rio - sobre a ausência de um ou de outro artista.

“Um festival não é sobre o que você quer, é sobre o que você não sabe o que quer. Você vem ver a Katy Perry e sai enlouquecido com a Joelma, descobre que ela é uma grande estrela do Pará. A verdadeira curadoria dribla o algoritmo”, diz.

Festival tem de Katy Perry (foto) a Joelma: diversidade é proposta do curador Zé Ricardo Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Ricardo lembra que um festival é um negócio, precisa dar lucro e atrair o público, mas afirma que a arte não deve se perder em meio a isso.

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“Faço sem marra, com muito amor, muita vontade de que seja bom para as pessoas, de saber o quanto podemos proporcionar de cidade para a vida das pessoas, uma cidade mágica, porque, na verdade, isso aqui pode ser encarado ludicamente como uma proposta de futuro”.