Exportação de soja deve ser recorde, com 99 milhões de toneladas neste ano

Primeiro semestre de 2023 já foi o melhor da história para a soja, com 65,3 milhões de toneladas embarcadas; no ano passado, volume exportado foi de 77 milhões de toneladas

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Por José Maria Tomazela
2 min de leitura

O Brasil vai exportar neste ano 99 milhões de toneladas de soja, um recorde histórico, segundo a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec). No ano passado, o volume exportado chegou a 77 milhões de toneladas. Isso significa que rodovias, hidrovias, ferrovias e portos de todo o País precisarão absorver 22 milhões de toneladas a mais do que no ano passado. O número corresponde a 733 mil carretas carregadas com o grão. O primeiro semestre de 2023 já foi o melhor da história para a soja, com 65,3 milhões de toneladas embarcadas.

O grande desafio é logístico. Com capacidade de armazenar nas extensões da área de produção apenas 75% da produção, a soja precisa sair em caminhões da fazenda para o armazém, daí para a ferrovia ou hidrovia que levará o grão até o porto. Na ponta final do ciclo, os portos fizeram investimentos para reduzir os gargalos.

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Conforme a Anec, o Porto de Santos embarca cerca de 40% da soja exportada, enquanto outros 37% saem pelos portos do Arco Norte, especialmente os de São Luís/Itaqui/PDM, no Maranhão, Belém/Barcarena e Santarém, no Pará. O Porto de Paranaguá (PR) exporta 11% da soja brasileira.

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Maior do Brasil, o Porto de Santos investiu em melhorias para absorver a safra de soja, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS). No dia 5 de setembro, foi entregue um trecho da reforma da Avenida Augusto Barata, aumentando de quatro para seis as faixas de entrada e saída do porto na margem direita. “É um benefício direto aos transportadores rodoviários de cargas”, disse. A APS está em vias de formalizar parceria estratégica com uma concessionária de rodovias para monitorar e planejar o fluxo de tráfego em direção ao porto.

Brasil vai exportar 99 milhões de toneladas de soja em 2023, um recorde histórico; grande desafio é logístico, pois capacidade de armazenar é de apenas 75% da produção.  Foto: Vivi Zanatta/Estadão

No acesso aos terminais, o transporte ferroviário investiu R$ 23 milhões na construção de uma terceira linha, com a instalação de 1,9 mil metros de trilhos que funcionam como apoio às manobras de vagões vazios, liberando as duas linhas férreas existentes. “Essa intervenção aumenta a eficiência na passagem de trens que chegam ao porto para descarregar nos terminais de grãos e celulose instalados na margem direita, em Santos. Com isso, a capacidade das linhas praticamente dobrou”, informou a APS.

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Para os próximos anos, os investimentos serão feitos pela cessionária responsável pela gestão da Ferrovia Interna do Porto de Santos, que atende a Rumo, a MRS Logística e a VLI.

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