Publicidade

Alta de 0,5 ponto dos juros está 'na mesa' em reunião do Fed marcada para maio

Reunião para discutir novo aumento na taxa de juros deve ser mais uma sobre a alta dos juros em 2021

Por Agências
Atualização:

WASHINGTON - Um aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa de juros estará “na mesa” quando o Federal Reserve (Fed) se reunir em 3 e 4 de maio para aprovar a próxima do que se espera que seja uma série de altas de juros neste ano, disse o presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, em comentários que apontavam para um conjunto agressivo de ações do Fed.

Com a inflação atingindo cerca de três vezes a meta de 2% do Fed, “é apropriado avançar um pouco mais rapidamente”, disse Powell em uma discussão sobre a economia global nas reuniões do Fundo Monetário Internacional. “Cinquenta pontos básicos estarão na mesa para a reunião de maio.”

Fed elevou juros básicos dos Estados Unidos pela primeira vez desde 2018e sinalizou postura agressiva para controlar inflação Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

PUBLICIDADE

Os traders de contratos vinculados à taxa de fundos federais overnight esperam que o Fed a aumente para um intervalo entre 2,75% e 3% até o final do ano, um ritmo que envolveria elevações de 0,50 ponto porcentual nas três próximas reuniões e aumentos de 0,25 ponto nas três outras sessões do ano.

“Realmente, estamos comprometidos em usar nossas ferramentas para recuperar a inflação”, disse Powell, reconhecendo que a esperança do Fed de que a inflação iria cair durante a reabertura da pandemia foi equivocada até agora – a ponto de o Fed não contar mais com a ajuda da melhora das cadeias de suprimentos globais, por exemplo.

“Tínhamos uma expectativa de que a inflação atingiria o pico por volta dessa época, e cairia ao longo do resto do ano, e depois mais”, disse Powell. “Essas expectativas foram decepcionadas no passado. Queremos ver o progresso real. Não vamos contar com a ajuda da cura do lado da oferta. Vamos aumentar as taxas e chegar rapidamente a níveis mais neutros, e depois mais alto, se necessário.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.