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Câmara Municipal de SP aprova adesão à privatização da Sabesp em primeiro turno

Votação de PL teve 36 votos favoráveis e 18 contrários; cidade de São Paulo representa entre 45% e 50% da receita da empresa

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Por Elisa Calmon
Atualização:

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, em primeiro turno, o Projeto de Lei 163/2024 que autoriza a adesão da capital à privatização da Sabesp. O texto, elaborado pelo Executivo paulistano, recebeu 36 votos favoráveis e 18 contrários em votação na noite desta quarta-feira, 17, o que abre caminho para a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

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O PL, apresentado pela prefeitura de São Paulo, ainda precisa passar por uma segunda votação. Nova audiência pública deve acontecer antes da próxima votação do projeto no plenário.

Em dezembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) havia dado autorização para que o governo do Estado de São Paulo diminuísse sua participação na empresa de saneamento. O texto da Alesp foi sancionado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas a companhia ainda precisava negociar contratos com os municípios atendidos.

Votação da privatização da Sabesp na Câmara Municipal de São Paulo Foto: Alex Silva /Estadao

O caso da capital paulista é crucial. Isso porque entre os cerca de 370 municípios atendidos pela Sabesp, São Paulo representa entre 45% e 50% da receita total da empresa de saneamento.

A lei municipal 14.934, de 2009, que autoriza a Prefeitura de São Paulo a celebrar convênios com o Estado de São Paulo, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e a Sabesp, previa o fim do contrato em caso de privatização. Cabia à Câmara Municipal, neste caso, a aprovação de uma nova lei sobre o assunto.

A previsão da Sabesp é que a desestatização da empresa seja realizada até o fim do primeiro semestre de 2024.

Promessa de campanha eleitoral do então candidato e hoje governador, a privatização da companhia de saneamento paulista é considerada a menina dos olhos do atual chefe do Palácio dos Bandeirantes, que diz que isso irá transformar a Sabesp em uma multinacional de saneamento.

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Manifestações

O debate sobre o projeto de lei foi acalorado ao longo da sessão que contou com mais de quatro horas de duração. Além de manifestações de grupos civis contrários à privatização, presentes dentro e fora do prédio, houve bate boca entre vereadores em meio às falas no plenário.

Vereadores da oposição, como PSOL e PT, criticaram o fato de a matéria não ter passado por todas as comissões da Casa, incluindo a de Finanças. “O processo está passando por cima dos ritos normais democráticos”, afirmou a vereadora Silvia da Bancada Feminista do PSOL.

A parlamentar destacou que o partido, junto com o PT, entrou com uma medida judicial para impedir a continuidade da votação e a possível anulação caso ela aconteça. Ela criticou ainda a antecipação da votação do projeto de lei, antes do fim do calendário de audiências públicas sobre a privatização.

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O vereador Sidney Cruz (Solidariedade), relator do projeto e presidente da Comissão Especial de Estudos Relativos ao Processo de Privatização da Sabesp, negou falta diálogo na Câmara. “Não dá para falar que o assunto começou a ser debatido ontem na primeira audiência pública. Estamos falando disso desde outubro de 2023″, disse.

Cruz defendeu a adesão à concessão, ressaltando a antecipação de recursos ao Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura na assinatura do convênio para a cidade de São Paulo. Citou também o adiantamento da universalização dos serviços de saneamento de 2033 para 2029, conforme estipulado no modelo de privatização.

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