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Bastidores do mundo dos negócios

Após Nubank, BofA prevê fila grande de fintechs brasileiras rumo a NY

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Por Altamiro Silva Junior (Broadcast) e Cynthia Decloedt (Broadcast)
Atualização:
Brasil ocupa quarto lugar no ranking de países com empresas listadas na Nyse  Foto: REUTERS/Andrew Kelly

O Nubank, que deve estrear amanhã na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), promete ser apenas uma entre as fintechs brasileiras a listar ações nos Estados Unidos. A expectativa é que os anos de 2022 e 2023 sejam marcados por mais empresas de tecnologia do Brasil, inclusive financeiras, abrindo capital em Wall Street. Entre os nomes que circulam como candidatos estão os das processadoras de pagamentos Ebanx e Dock e da Hotmart, plataforma de conteúdos online. As operações são esperadas para o começo do próximo ano. Esse movimento tem menos relação com a situação do mercado doméstico e mais com o estágio de maturação das companhias de tecnologia.

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Com os negócios de tecnologia em ebulição no Brasil, tem havido anúncios praticamente diários de rodadas de aportes em empresas em estágio anterior à abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). Para as mais maduras, o caminho natural é a listagem em uma Bolsa americana, diz o corresponsável pelo banco de investimento do Bank of America no Brasil, Bruno Saraiva.

Isso porque as referências corporativas e para os investidores já estão lá fora, segundo ele. O caminho seria traçado principalmente pelas mais disruptivas e de crescimento rápido, como o caso do Nubank.

O IPO do Nubank, porém, não está sendo fácil. O banco digital precisou reduzir o preço sugerido para suas ações e buscar investidores que se comprometessem a participar da oferta e garantissem demanda para metade dos papéis.

De acordo com Saraiva, o mercado norte-americano ficou mais restritivo nas últimas semanas, com a sinalização do Federal Reserve (o banco central americano) de que o aperto na política monetária pode se dar em ritmo mais intenso do que se esperava, o que reduzirá a liquidez no mercado. Assim, as condições para lançar ações ficaram bem mais duras.

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Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 07/12/21, às 15h54.

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