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Bastidores do mundo dos negócios

Empresas controladas pela Brookfield se unem em nova marca de energia solar

Aldo Solar e Sol Agora passam a fazer parte da Descarbonize

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Por Ludmylla Rocha
Nomes e operações das duas empresas ficarão separadas Foto: DAYSE MARIA / ESTADÃO

A Aldo Solar, gigante do mercado de geração solar fotovoltaica com foco em geração distribuída (GD), e a Sol Agora, fintech criada há pouco mais de um ano para financiar projetos do segmento, estão sob o guarda-chuva da Descarbonize. A nova marca quer reunir em um único sistema soluções para a maior parte das etapas envolvidas no segmento de energia solar.

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As duas são controladas pela Brookfield, que comprou a Aldo em 2021. De acordo com o presidente das empresas e agora gestor da nova marca, Nuno Verças, a ideia é manter não só as denominações, mas também as operações separadas.

“O objetivo aqui não é exclusividade, não é fechar o ecossistema. É exatamente o oposto. A ideia é que as marcas tenham uma estrutura operacional que funcione, que atendam ao mercado em seu nicho. Eu posso atender um cliente de um outro distribuidor, que eu não vendo o equipamento e não tem problema nenhum. É por isso que eu mantenho as marcas separadas”, afirmou ao Broadcast Energia.

Meta é oferecer todos os serviços da cadeira de energia solar

O executivo disse que, exceto a fabricação e a instalação das placas solares, o objetivo é que todos os demais serviços possam ser oferecidos pela Descarbonize com foco nas necessidades do cliente final e do integrador, agente responsável pela implantação dos painéis fotovoltaicos.

Com receita líquida de R$ 3,9 bilhões em 2022 e equipamentos vendidos que equivalem a 1,31 gigawatt no mesmo período, a Aldo oferece a expertise em compra e importação das placas junto ao integrador. A companhia conta com 13 mil agentes do tipo ativos em sua plataforma, em um universo de cerca de 30 mil, de acordo com a empresa.

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Já a Sol Agora, em um ano e meio de atividade, reuniu oito mil integradores em sua base, segundo Verças, por conta da personalização do serviço e da possibilidade de contratação de financiamento com parcelas pré-fixadas e não atreladas à inflação como, de acordo com o executivo, ocorre na maior parte do mercado. A fintech tem como meta financiar R$ 500 milhões já neste ano.

Nova marca passa a oferecer assistência técnica

A Descarbonize lançou uma terceira frente de atuação voltada para assistência técnica. Está em teste ainda um programa de monitoramento de geração, entre outras soluções. Segundo o executivo, embora as alternativas estejam ligadas à energia solar neste momento, a marca é pensada para o longo prazo.

“Olhamos estrategicamente para tudo que está acontecendo, tudo que faz sentido para o consumidor final e para nossa operação”, disse citando frentes como baterias e carregamento de carros elétricos. Ele descarta, por outro lado, a atuação com geração eólica, que, por ser de grande porte, não tem sinergia com a operação na qual as marcas já tem expertise.

Para além do lançamento de novas marcas dentro da Descarbonize, Verças diz ser possível a participação de empresas que não estejam ligadas à Brookfield. “Se houver sentido, espaço e fizer sentido dentro dessa lógica de agregar valor, há sempre uma porta aberta”.

Marco legal prevê pagamento pelo uso de infraestrutura

O executivo negou que a ampliação seja uma reação ao marco legal da geração distribuída (lei 14.300, de 2022) que, a partir de janeiro deste ano, instituiu uma transição para que os empreendimentos que se enquadrem nessa faixa passem a pagar pelo uso da infraestrutura das distribuidoras de energia. Na visão de alguns agentes, a iniciativa tirou parte da atratividade do negócio.

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“A ideia é agregar negócios que são a mesma espinha dorsal. Houve um estigma negativo criado ano passado completamente errado. Os retornos não diminuíram, mudou o tempo de retorno de investimento. Em alguns Estados, mudou dois meses. Em um horizonte de 25 anos, isso é irrelevante”, afirmou.


Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 29/08/23, às 10h05.

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