EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
Foto do(a) coluna

Bastidores do mundo dos negócios

Novo Minha Casa Minha Vida prevê aluguel de moradias populares

PUBLICIDADE

Foto do author Circe Bonatelli
Por Circe Bonatelli (Broadcast)
Atualização:

Conjunto habitacional do MCMV em Pacatuba (CE);  Foto: Jarbas Oliveira/Estadão

Uma das principais novidades do Minha Casa Minha Vida (como voltará a ser chamado o Casa Verde e Amarela no novo governo) será o aluguel de moradias para as pessoas de baixa renda. A iniciativa será um complemento à política de venda de casas e apartamentos com subsídios, como já acontece no programa habitacional.

PUBLICIDADE

A informação foi confirmada pela Coluna pela ex-ministra do Planejamento e ex-presidente da Caixa Econômica Federal nas gestões petistas, Miriam Belchior, escalada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para trabalhar em propostas para os setores de habitação e infraestrutura na nova gestão.

Governo quer retomar categoria voltada à baixa renda

Belchior também falou sobre a intenção de retomar a produção de imóveis em um modelo semelhante ao que acontecia na antiga faixa 1, que acabou extinta em 2016 por falta de verba. A faixa 1 era voltada para famílias que ganhavam até R$ 1,8 mil por mês e com até 90% do imóvel subsidiado por recursos do Orçamento Geral da União.

"Nossa proposta de retomada do programa Minha Casa Minha Vida, além de voltar a atender as famílias de baixa renda, abandonadas desde 2016, prevê também aperfeiçoar o programa com soluções e modalidades apropriadas à diversidade urbana e regional do País", disse Belchior. Como exemplos, ela citou a locação social, os lotes urbanizados, além de ações para transformar em moradias edifícios vazios e subutilizados em áreas centrais das grandes cidades.

Publicidade

Secovi encaminhou propostas do setor a candidatos à Presidência

Em um encontro semanas antes do primeiro turno das eleições, o coordenador do programa de governo de Lula, Aloizio Mercadante, pediu a empresários do setor da construção que enviassem propostas para colocar de pé um modelo de negócio voltado à oferta de moradias para locação aos beneficiários do MCMV.

Mercadante deixou os empresários livres para pensarem em diferentes modelos. Por exemplo: a União poderia comprar os imóveis das construtoras, ser a administradora ou permanecer apenas como pagadora do aluguel, deixando os apartamentos nas mãos de investidores. Ou seja, o desenho é livre.

Durante a corrida presidencial, o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) encaminhou a todos os candidatos uma carta com propostas para o setor da habitação. Entre eles, foi feita a sugestão de criação de uma política de incentivos para a construção de edifícios residenciais destinados à locação para pessoas de menor renda. Essa é uma bandeira antiga do sindicato patronal e que agora pode ser acolhida.

Haddad tentou emplacar programa de locação na capital paulista

Publicidade

Utilizar o aluguel residencial como política habitacional não é uma ideia nova dentro do PT, mas achar um modelo sustentável ainda é o maior desafio para tornar o plano uma realidade. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, por exemplo, tentou emplacar um programa no qual as empresas se encarregavam de reformar prédios antigos e fazer a gestão do condomínio por um período de concessão, mas o negócio não avançou pelas burocracias que impediram a liberação dos imóveis e a falta de interesse dos entes privados.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 08/11/2022, às 14h40

Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.