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Consolidação fiscal é condição para crescimento, diz BCE

Declaração foi feita após encontro entre chefes de governo dos países da zona do euro, que se comprometeram com uma união econômica aprofundada como seu destino final

Por Renato Martins e da Agência Estado
Atualização:

A consolidação fiscal, por meio de cortes nos déficits orçamentários, é uma precondição para a retomada do crescimento econômico, e o debate na Europa deveria ser sobre "austeridade e crescimento, e não austeridade ou crescimento", disse Jörg Asmussen, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE).

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Nesta quarta-feira, os chefes de governo dos países da zona do euro se comprometeram com uma "união econômica aprofundada" como seu "destino final". Segundo Asmussen, eles concordaram com "que medidas de fomento ao crescimento e esforços para alcançar finanças públicas sustentáveis precisam caminhar lado a lado".

Nenhuma nova política para estimular o crescimento foi anunciada nesta quarta-feira; os líderes europeus também não anunciaram nenhuma nova medida para conter a crise da dívida grega, de modo a evitar que esse país se veja obrigado a deixar a zona do euro.

Segundo Asmussen, a injeção de mais de € 1 trilhão no sistema bancário europeu pelo BCE, na forma de créditos por três anos ou de operações de refinanciamento de longo prazo, em dezembro e em fevereiro, não é inflacionária. "Se riscos inflacionários emergissem, nós tomaríamos as medidas necessárias para impedir que esses riscos se materializassem e removeríamos o excesso de liquidez", acrescentou. Ele ressalvou que seria prematuro, agora, tentar avaliar o impacto dessas injeções de liquidez na economia real. As informações são da Dow Jones.

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