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Reforma tributária deve vir mais rápido do que o esperado, diz Mansueto após reunião com Haddad

Ministro da Fazenda reiterou durante reunião com economistas o compromisso de apresentar o novo arcabouço fiscal no primeiro semestre deste ano

Foto do author Eduardo Laguna
Por Eduardo Laguna (Broadcast)

Além de reforçar as indicações dadas na quinta, quando anunciou medidas com potencial de reverter o déficit nas contas primárias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou durante reunião com economistas o compromisso de apresentar o novo arcabouço fiscal no primeiro semestre deste ano e passou mensagens positivas sobre o andamento da reforma tributária.

A sensação dos convidados, revelada em declarações à imprensa na saída do encontro, é de que o governo se mexe para indicar que a arrumação fiscal não ficará restrita a este ano, sinalizando também a aprovação da reforma tributária antes do que se imaginava.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda de Lula  Foto: André Borges/EFE

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Ao deixar a reunião no escritório do ministério da Fazenda na avenida Paulista, o ex-ministro Joaquim Levy e o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, que hoje ocupam posições, respectivamente, no Banco Safra e no BTG Pactual, consideraram o encontro construtivo.

“A boa notícia é que estão olhando com bastante atenção aos próximos passos”, relatou Levy, referindo-se à reforma tributária e ao novo arcabouço fiscal, prometido novamente por Haddad para o primeiro semestre.

Já Mansueto saiu do encontro otimista em relação à reforma tributária, cuja proposta, disse o economista, poderá ser levada ao Congresso “mais rápido do que a gente esperava”. “A questão tributária está avançando bastante [...] As discussões estão muito boas”, declarou o ex-secretário do Tesouro, destacando a participação na equipe econômica do secretário especial de reforma tributária, Bernard Appy, autor de uma das propostas da reforma em tramitação no Congresso.

Após as medidas de corte de despesas e recomposição de receitas anunciadas ontem por Haddad, Mansueto, repetindo a estimativa da Fazenda, disse que as contas primárias estão caminhando para um déficit em torno de R$ 100 bilhões neste ano, o que é “muito positivo” para derrubar os juros e gerar um ambiente de crescimento.

“É claro que temos que esperar algumas medidas que precisam ser aprovadas pelo Congresso e a reoneração da gasolina, que vai acontecer em algum momento. Mas se a gente for para um ano com déficit na casa de R$ 100 bilhões, já é menos da metade do que saiu do orçamento [R$ 231,5 bilhões]”, declarou Mansueto, que é economista-chefe do BTG. “Junto com a proposta de reforma tributária e o novo arcabouço fiscal, isso vai ser muito importante para reduzir o risco Brasil”, acrescentou.

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Segundo Joaquim Levy, que atualmente é diretor de estratégia, economia e relações com mercados do Safra, a reunião mostra que o governo se prepara para dar indicações de como será a economia dos próximos anos.

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