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Com tarifas em níveis recordes, Azul tem lucro de R$ 2,65 bilhões no 1º trimestre

Companhia viu aumento de preços e de ocupação dos aviões no período, revertendo prejuízo bilionário do mesmo período do ano passado

Por Juliana Estigarríbia
Atualização:

A companhia aérea Azul registrou lucro líquido de R$ 2,65 bilhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo prejuízo bilionário do mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, 9. No critério ajustado, a aérea reportou prejuízo líquido de R$ 808,4 milhões no período, ante perdas de R$ 1,06 bilhão em igual intervalo do ano passado. A reversão de perdas neste início de ano também foi vista na principal rival da Azul no mercado, a Gol.

Azul divulgou resultados do primeiro trimestre de 2022 Foto: Paulo Whitaker/ Reuters

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A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 592,7 milhões no primeiro trimestre, alta de 357,1% em relação a igual período de 2021. Com isso, a companhia encerrou o período com margem de lucro Ebitda de 18,6%, avanço de 11,5 pontos porcentuais na comparação anual.

Tarifas em nível recorde

“Sem o impacto da Ômicron (variante do coronavírus), estimamos que o Ebitda teria sido próximo de R$ 900 milhões”, disse em balanço o CEO da Azul, John Rodgerson. Ele acrescentou que a companhia encerrou o trimestre com nove meses consecutivos de “forte e crescente demanda de lazer”, ao mesmo tempo em que o corporativo “acelerou rapidamente”, permitindo a elevação das tarifas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis.

De acordo com Rodgerson, atualmente, as tarifas estão em níveis recordes, muito acima de 2019. Em comparação a 2019, a receita corporativa “recuperou mais de 120%, enquanto o tráfego corporativo ainda está em 71% dos níveis pré-pandemia". “Embora tenhamos enfrentado desafios operacionais de curto prazo devido à Ômicron durante o primeiro trimestre de 2022, este efeito já ficou para trás.” A receita líquida total de R$ 3,2 bilhões de janeiro a março foi recorde e um avanço de 74,9% sobre igual intervalo do ano passado e de 25,6% ante o mesmo período de 2019, nível pré-pandemia. A receita de passageiros atingiu R$ 2,84 bilhões no primeiro trimestre, alta de 77,9% na comparação anual. 

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