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Governo do RJ: Petrobras tem alternativa para terminal

Por Glauber Gonçalves
Atualização:

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno, disse nesta quinta-feira que há diversas alternativas para a implementação de projetos portuários pela Petrobras no Rio. "Há inúmeras alternativas dentro do Rio a serem discutidas", declarou em entrevista coletiva para anunciar que o pedido de duplicação do Terminal da Baía de Ilha Grande (Tbig), em Angra dos Reis (RJ), feito pela Transpetro, foi negado pelo governo do Estado.Apesar de ressaltar a importância do setor de petróleo e da Petrobras para a economia fluminense, Bueno afirmou que o governo não levará adiante empreendimentos que possam causar danos ao meio ambiente ou a outras atividades. "Não queremos desenvolvimento a qualquer custo no Rio de Janeiro. A questão ambiental faz parte do desenvolvimento econômico", ressaltou.Ele afastou a possibilidade de a Petrobras desistir de investir em um terminal no Estado do Rio. Entre as alternativas citadas pelo secretário estão um terreno de 10 mil metros quadrados que a estatal tem na Bacia de Itaguaí, em Itaguaí (RJ); o projeto de ampliação de terminais no município de Macaé e o projeto portuário de Barra do Furado. "Nossa hipótese é que o terminal será feito no Rio. Acreditamos que o lugar econômico para colocar o terminal é no Rio de Janeiro, pelos dutos e pelo conjunto de infraestrutura existente da Petrobrás (no Estado)", declarou Bueno.No documento em que recomendou a rejeição do projeto, o governo do Estado avalia que o empreendimento traria grandes riscos à região, que tem forte atividade pesqueira e turística. Também presente na coletiva, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que a não aprovação do projeto não é uma decisão ambiental, mas de governo. "Levando em conta todos os locais que temos em nossa costa, esse talvez seja o pior deles", declarou. Depois de analisar um relatório feito por um grupo de trabalho do governo do Estado recomendando a não aprovação do projeto, o conselho diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) decidiu, por unanimidade, vetar o empreendimento.

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