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Em evento no Espírito Santo, presidente comentou sobre o tarifaço anunciado por Trump aos produtos brasileiros. Crédito: Canal Gov
NOVA YORK - Paul Krugman, economista norte-americano, vencedor do Nobel de Economia de 2008, voltou a criticar a taxação de 50% aos produtos brasileiros que entrarem nos Estados Unidos a partir de agosto. Depois de defender o impeachment do presidente dos EUA, Donald Trump, pelo que fez, ele afirma que o republicano “infringiu a lei”.
“Outro dia escrevi sobre a tarifa de Trump sobre o Brasil, que é, como eu disse, maligna e megalomaníaca. Mas esqueci de apontar que é flagrantemente ilegal”, escreveu Krugman, em texto publicado nesta sexta-feira, 11.
De acordo com ele, a lei americana permite ao presidente impor tarifas a outros países sem legislação adicional. No entanto, esse poder não é ilimitado. “As tarifas só podem ser impostas por razões específicas”, explica o Nobel.

Dentre possíveis motivadores para taxações, Krugman menciona a Seção 201, em caso de disrupções de mercado, a Seção 232, que trata da questão de segurança nacional, e a Seção 301, que endereça práticas desleais.
Ele cita ainda razões como direitos antidumping e emergência econômica internacional, ou seja, em momentos de crise. “Trump abusou enormemente de todas essas justificativas, especialmente a última. Não há emergência econômica. Segundo o próprio Trump, as coisas estão ótimas”, diz.
O vencedor do prêmio Nobel de 2008 reforça ainda que a tarifa sobre o Brasil não está relacionada com questões econômicas, mas é uma tentativa de interferir na política de outro país.
Para Krugman, a carta de Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma “confissão” de que o republicano está impondo uma tarifa por razões não econômicas.
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O economista também critica análises publicadas na imprensa de que Trump estaria “testando os limites de sua autoridade”. Um grupo pequeno de parlamentares democratas disse que a ameaça de Trump foi um sinal de “abuso de poder”.
“Não, Trump não está ‘testando os limites de sua autoridade’ ou algum outro eufemismo. Ele está infringindo a lei. Ponto final. E deve ser noticiado dessa forma”, conclui Krugman.





