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Como é assistir a um jogo da Copa com o melhor sistema de som da América Latina? Nós testamos

Steel Bar, em Moema, teve investimento de R$ 600 mil e se tornou pioneiro ao implementar em suas dependências a tecnologia avançada de áudio imersivo Dolby Atmos; veja como é a experiência

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Foto do autor Gabriel Zorzetto
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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A fachada monolítica, industrial e revestida em tom cinza, sem ornamentos ou pinturas que indiquem o real propósito desta construção, pode despistar o transeunte mais desatento que passa pela Alameda dos Jurupis, em Moema, na zona sul de São Paulo.

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O recinto, entretanto, abriga o Steel Bar, fundado há cerca de nove anos e que se tornou o primeiro bar na América Latina a adotar o sistema de som Dolby Atmos em suas dependências. A novidade começou a ser apresentada durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026.

Considerada uma das melhores do mundo, a tecnologia avançada de áudio imersivo cria uma sensação tridimensional do som, permitindo que efeitos, vozes e instrumentos sejam percebidos não apenas ao redor, mas também acima do ouvinte. O Atmos posiciona cada elemento sonoro de forma mais precisa no espaço, diferentemente dos sistemas tradicionais, sendo amplamente utilizado em diversos setores da indústria do entretenimento.

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“Dolby Atmos não se explica, se sente”, explica o gerente comercial da empresa, Daniel Martins. “Trouxemos a estrutura de um estúdio de mixagem para o Steel Bar. O objetivo da tecnologia é colocar o som em qualquer ponto no espaço, como é na vida real. Isso vale para um filme, uma canção, uma série e também um jogo de futebol”.

Steel Bar, em Moema, adota tecnologia Dolby Atmos em transmissão dos jogos do Brasil Foto: Gabriel Zorzetto/Estadão

A Dolby ostenta prestígio entre criadores e artistas. Não por acaso, dá nome ao Dolby Theatre, em Los Angeles, palco da cerimônia do Oscar, e batiza a casa de shows Dolby Live, em Las Vegas. Nos últimos cinco anos, porém, a empresa tem ampliado seus esforços para se aproximar do consumidor comum e tornar suas tecnologias mais visíveis ao grande público. A iniciativa no Steel Bar, cuja temática associada ao blues/rock agrada a marca, faz parte dessa estratégia: o espaço servirá como vitrine da experiência Dolby Atmos e deve receber vários eventos nos próximos meses.

Como é a experiência Dolby Atmos no Steel Bar

Após um investimento de cerca de R$ 600 mil, o primeiro teste no local ocorreu na partida entre Brasil e Marrocos, em 13 de junho, com a transmissão da Globo. Quando o Estadão visitou o bar, durante o confronto da seleção brasileira contra o Haiti, no dia 19, a exibição já era feita pelo SBT. Assim como a Globo, a emissora da família Abravanel transmite os jogos em Dolby Atmos, mas com uma vantagem: apresenta o menor delay de sinal entre as detentoras dos direitos da Copa.

Com capacidade de público entre 200 e 300 pessoas, o pub de dois andares funciona mediante reserva por WhatsApp e cobra R$ 35 pela entrada. O ambiente dispõe de seis telas e um telão principal de 180 polegadas, compatível com resolução 8K – embora as transmissões esportivas no Brasil ainda sejam feitas em 4K. O sistema de áudio possui 12 caixas em configuração Dolby Atmos no salão principal, além de outras seis espalhadas pelos demais espaços da casa.

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Steel Bar, em Moema, teve investimento de R$ 600 mil para ter operações com a tecnologia Dolby Atmos Foto: Gabriel Zorzetto/Estadão

Durante a projeção do jogo da seleção, a tecnologia mostrou seu potencial de forma evidente: os cânticos da torcida, os gritos dos jogadores e até o som do impacto da bola puderam ser percebidos com clareza, deixando a experiência próxima a de uma sala de cinema.

“O som cria uma sensação de imersão sensacional. Eu gosto muito de ir a estádios, então conseguir reproduzir essa atmosfera fora deles é algo espetacular”, afirma Guilherme, um torcedor que se empolgou com a vitória da equipe comandada por Carlo Ancelotti na 2ª rodada do torneio.

O engenheiro Giovanni Asselta, responsável por dimensionar os equipamentos do espaço, é um dos principais nomes da difusão do Dolby Atmos no Brasil, tendo desenvolvido dezenas de estúdios no País. Ele conta que o maior desafio ao montar uma estrutura desse tipo é ser capaz de levar a experiência de quem está no evento para quem não está.

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“Quem assiste a um jogo no estádio sabe qual é a energia de lá, a pressão que a torcida faz, os barulhos que você só escuta ali. Nas transmissões tradicionais você só escuta a narração e um bafo da torcida atrás, então nós procuramos fazer algo diferente disso”, explica Asselta, operando uma mesa de som na parte superior do Steel Bar.

A expectativa da Dolby é que a ação sirva como modelo para futuras expansões em outros estabelecimentos da capital paulista. “Primeiro, quereremos deixar a experiência perfeita, implementando detalhes adicionais, corrigindo e fazendo melhorias”, diz Martins. Ou seja, antes de ampliar o projeto, a empresa parece determinada a não chutar nenhuma bola para fora do gol.