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‘Houston, temos um problema’: cidade no Texas divide Copa com história da Nasa e corrida espacial

Centro da Nasa, que faz com que palco do Mundial seja chamado de ‘Space City’, trabalha para voltar à Lua em 2028

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Foto do autor Leonardo Catto
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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HOUSTON – Quando a missão Apollo 13 falou ao Johnson Space Center que o tanque de oxigênio da nave havia explodido, os astronautas não sabiam, mas estavam em um momento que se tornava icônico. “Houston, tivemos um problema” foi a frase que depois virou fala do filme “Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo”, com a diferença no tempo verbal (“Houston, temos um problema”).

A cidade no Texas ganhou o Johnson Space Center em 1961. Foi um esforço do então senador texano Lyndon B. Johnson, que se tornou presidente dois anos depois. Até hoje, o local funciona como um dos centros de operações da Nasa. Para a Copa do Mundo, o cartaz feito pela Fifa para a cidade é de um astronauta jogando futebol.

A missão Apollo 13 era a terceira a tentar chegar em solo lunar. Não conseguiu, mas se tornou um dos resgates mais famosos da história espacial americana. Foi preciso dar a volta na Lua para tomar impulso e retornar à Terra.

Nasa levou a Trionda, bola da Copa, para o espaço. Foto: Nasa

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A engenheira Jennifer Villarreal trabalha na Nasa há 40 anos, fazendo o que considera “o emprego mais legal de todos”. Dos 10 centros de excelência da agência espacial nos Estados Unidos, o de Houston é focado em operações.

“Focamos nos aspectos operacionais de um veículo espacial, o que os astronautas fazem, o que se faz no interior de um foguete e qual é o real objetivo da missão. Temos todos os astronautas aqui. Treinamos todos os astronautas aqui. Eles são selecionados, moram aqui. São nossos vizinhos. Nós convivemos com eles e realmente nos importamos com eles, o que nos faz cuidar muito da segurança das missões”, conta Jennifer ao Estadão.

Cartaz da Fifa para Houston estampa astronauta com bola de futebol. Foto: Fifa

Houston não é responsável pela construção de foguetes. Nem pelos lançamentos. “Ensinamos a eles como fazer seu trabalho, como viver, trabalhar e realizar todos os objetivos e as pesquisas científicas que tentam fazer”, resume a engenheira.

Um dos trabalhos que é desenvolvido em Houston é a pesquisa para a criação de uma base lunar. A engenheira Andrea Hanson é uma das responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

“Este é um projeto de três fases. Estamos na fase um, que é o desenvolvimento dos sistemas de pouso humano que levarão os astronautas de volta à superfície da Lua. Também levaremos nossos veículos de transporte lunar e temos duas empresas no momento que entregarão esses rovers lunares (veículos) até 2028″, explica Andrea ao Estadão.

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A fase dois será para levar equipamentos e veículos maiores à Lua. Um deles é um rover pressurizado, desenvolvido pela Nasa junto da Agência Aeroespacial Japonesa (JAXA) e em parceria com a Toyota.

“Esse será o nosso ‘trailer’ lunar que levaremos para a superfície. Depois, começaremos a trazer nossos habitats multiuso e a construir as primeiras cidades lunares”, diz Andrea.

“Boots on the Moon” (pés nas Lua) é algo previsto para 2028. “Eu diria que por volta de 2035 ou 2038, começaremos a ver os habitats lunares se formando na Lua e talvez até as passagens comerciais, para que nós possamos nos inscrever e visitar”, projeta Andrea.