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Corrida ganha as ruas do Brasil e atrai cada vez mais adeptos. Escolha a sua

Especialistas indicam que atividade física ajuda a combater o sedentarismo e serve até como terapia para os praticantes: 320 provas foram selecionadas. O mercado atrai adeptos cada vez mais

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Você já deve ter se deparado nos fins de semana com eventos de corrida de rua em algum canto da cidade, seja ela qual for. Ou então já encontrou atletas profissionais ou amadores praticando o esporte em parques, praças públicas ou mesmo em avenidas específicas. Essa atividade física ganha a cada ano mais adeptos e atrai pessoas de todas as idades e qualquer porte físico. Estima-se que existam entre 5 milhões e 11 milhões de corredores de rua no Brasil, número que varia de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem.

Pensando nisso, o Estadão preparou uma ferramenta para cada tipo de corredor. São mais de 320 corridas de ruas selecionadas entre os principais eventos do País. Elas estão espalhadas pelo Brasil, mas existem algumas tradicionais de outros países também. O corredor entra na ferramenta e escolhe a data que ele gostaria de participar, de quantos quilômetros e em qual cidade. O resultado indicará as opções.

Corredores no Parque do Ibirapuera Foto: Werther Santana/Estadão

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No relatório "Práticas de Esporte e Atividade Física", da Pnad 2015, realizado em parceria com o Ministério do Esporte, 24,6% dos brasileiros afirmaram praticar corrida e caminhada com alguma frequência. "Sabemos que é um número superestimado, pois às vezes não é atividade física, é locomoção apenas. Nessa mesma pesquisa, 40% dos brasileiros são sedentários. Por isso queremos colocar as pessoas em movimento, transformando a vida delas por meio do esporte", diz Guilherme Accursio, gerente de marketing e conteúdo da Norte MKT.

São muitos motivos que levam uma pessoa a praticar corrida de rua. Pode ser por questão de saúde, de estética, para superar limites ou até para começar uma transformação na vida. O primeiro passo com o tênis no pé já inicia a mudança, que só ocorrerá com persistência. "É uma terapia, pois melhora a qualidade de vida. É o remedinho", afirma Nelson Evêncio, de 49 anos, que corre há 25.

Ele já foi presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo e agora tem uma assessoria esportiva que treina corredores. Já fez muitas pesquisas sobre o tamanho desse mercado, que garante crescer a cada ano, mas relata que é muito complicado conseguir dados de todos os Estados brasileiros.

Um grupo está puxando esse crescimento de corredores no País, é o das mulheres. "Eu treino muitas mulheres, vejo que o mercado feminino cresce cada vez mais. Nos EUA as mulheres já são maioria nas corridas de rua, mas aqui no Brasil ainda não. Em um ano ou dois, elas serão maioria", acredita Evêncio. "A minha equipe tem 81% de mulheres."

Na pesquisa "The State of Running 2019", que reuniu mais de 70 mil eventos entre 1986 a 2018, a constatação é a mesma. "Pela primeira vez na história existem mais mulheres corredoras do que homens. Em 2018, 50,24% eram mulheres", apontou o estudo, que se aprofundou mais em países da Europa, Ásia e nos Estados Unidos. Outra constatação é que a idade média dos praticantes está mais velha, em torno de 39,3 (2018) contra 35,2 (1986). O Brasil ainda é incapaz de mostrar esses números.

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São muitos os argumentos que contribuem para o crescimento do mercado de corridas. O principal é que, para correr, você não precisa alugar um espaço, pois pode fazer onde quiser, na rua, numa praça, em um parque. Também não necessita de um adversário, ou seja, pode fazer sozinho. "O lado de entretenimento é muito forte também. É um dos poucos esportes que se pode particar conversando. Por isso muita gente faz amizade e networking quando corre", explica Evêncio.

Corrida de rua ganha cada vez mais adeptos Foto: Diogo Brum

Segundo Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, o atletismo é o segundo esporte do Brasil. "As grandes capitais têm, pelo menos, três provas por fim de semana, o que movimenta produtos, serviços, vestuário, saúde, turismo e infraestrutura", diz. Na percepção dele, existe espaço para a prática de corrida de rua continuar crescendo. "Porém tem de acontecer em novos espaços, com atividades complementares. Deve também sair das datas de fim de semana, ocorrendo durante a semana, de noite, como já acontece em vários países", diz.

Eliane Verderio, CEO da Iguana Sports, concorda com seu colega. "O Brasil é um mercado de corrida ainda jovem, se comparado aos mercados mais maduros, como o norte-americano. A consciência da necessidade em praticar atividades físicas ainda é pequena em nosso País. É necessário transformar o mindset para começar a mudança para hábitos mais saudáveis, antes mesmo do médico pedir ou do nível de estresse ou obesidade chegar a um nível de risco. Outro fator deste potencial é que grande parte dos atletas só começa a praticar corrida após os 30 anos, enquanto em outros países, o esporte é incentivado desde a adolescência nas escolas", afirma.

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