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Brasil e Argentina são as esperanças sul-americanas de acabar com a hegemonia europeia nas Copas

Jogadores da seleção se apresentam ao técnico Tite para primeiros treinos na Itália nesta segunda-feira

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colunista convidado
Foto do author Robson Morelli
Por Robson Morelli

A Copa do Mundo começa hoje. O assunto vai tomar conta do noticiário e da preferência dos leitores, não tenho dúvidas disso. Eles estão fatigados com a política nacional e seus derivados. O futebol entra em cena e com ele a possibilidade de o Brasil ganhar seu sexto título – mais até do que nas edições anteriores. O time de Tite não é favorito com F maiúsculo, mas não está atrás de nenhuma seleção no Catar. No mínimo, empata com outras credenciadas a festejar o título, como Argentina (de Messi), França (de Benzema) e Inglaterra (Kane). Brasil e Argentina se juntam contra a rapa europeia, que ganha o Mundial desde 2006.

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Brasil e Argentina vivem boa fase, não somente em relação aos resultados, mas na forma de atuar e opções de campo. Tite e Scaloni têm estrelas que desafiam a tática e que querem brilhar: Neymar e Messi.

Eles jogam lado a lado no Paris Saint-Germain e têm em comum o sonho de entrar para o grupo dos campeões mundiais. Messi nunca ganhou uma Copa. O Catar é sua quinta tentativa. No Brasil, na edição de 2014, na final contra a Alemanha no Maracanã, a Argentina esteve próxima de ser campeã. Messi já disse que será sua última vez. Em outras derrotas, ele ameaçou abandonar a seleção, mas depois foi demovido da ideia. Ficou pelo amor e pelo sonho de ganhar.

Brasil e Argentina vivem boa fase, não somente em relação aos resultados, mas na forma de atuar e opções de campo. Tite e Scaloni têm estrelas que desafiam a tática e que querem brilhar: Neymar e Messi. Foto: Nelson Almeida/AP

Neymar vai disputar seu terceiro Mundial. Ele tem 30 anos. O Brasil, com ele, não esteve nem perto de ser campeão. Em 2014, se machucou seriamente no jogo contra a Colômbia nas quartas de final. A seleção brasileira passou, mas a Copa havia acabado para Neymar antes da surra diante da Alemanha e contra a Holanda. Quatro anos depois, na Rússia, o Brasil caiu nas quartas diante da Bélgica jogando melhor. Neymar foi discreto. Recebeu críticas pela forma teatral em que caía no gramado a cada falta sofrida, algumas duras. Virou meme no mundo.

Tanto Neymar quanto Messi são excelentes jogadores, muito acima da média, mas em Copas do Mundo eles só fracassaram. O Catar se apresenta para os dois como mais uma possibilidade de mudar a escrita.

Mesmo tendo cinco anos a menos do que Messi, Neymar também acena com sua despedida após o Mundial desde ano. Ele teria condições físicas e técnicas para jogar ao menos mais um torneio, mas seu interesse pela bola talvez já não seja mais o mesmo. Neymar tem uma empresa com seu nome para tocar todos os dias, com mil e uma atividades e boa parte delas nada a ver com o futebol. Só falta para ele comprar um clube e virar cartola, como fez Ronaldo, mas bem depois de entrar para a história da Fifa, com conquistas individuais, e da Copa, com dois títulos mundiais (1994 e 2002).

O fato é que Brasil e Argentina são as esperanças sul-americanas de acabar com a hegemonia europeia nas Copas que vem desde 2006.

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