Donald Trump é vaiado antes da final e durante premiação do Mundial de Clubes nos EUA

Presidente dos Estados Unidos assistiu à decisão no MetLife ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa

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Foto do autor Ricardo Magatti
Atualização:

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Segundo presidente da Fifa, torneio gerou R$ 10 bilhões e ‘mudou panorama’ do futebol mundial. Crédito: Ricardo Magatti/Estadão

EAST RUTHERFORD - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi vaiado por parte da torcida presente no MetLife Stadium, em East Rutherford, minutos antes da final do Mundial de Clubes entre Chelsea e Paris Saint-Germain, vencida pelos ingleses. O republicano recebeu vaias quando sua imagem apareceu rapidamente nos quatro telões do estádio durante a execução do hino americano.

Na hora da premiação, Trump esteve presente no palco para entregar as medalhas aos melhores do torneio e novamente foi vaiado pelo público na arena. Trump entregou a taça para Reece James, permaneceu no palco e saiu nas fotos junto com os campeões do Chelsea. A presença do presidente americano na festa causou estranheza a alguns jogadores, como denunciou a expressão de Cole Palmer.

Reece James ergue o troféu de campeão do mundo do Chelsea Foto: FRANCK FIFE

Trump assistiu à partida ao lado da mulher, a primeira-dama Melania Trump, e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, do qual é amigo, em um dos camarotes do estádio. Os dois viraram aliados e fortaleceram a relação de mutualismo. Depois de serem sede do Mundial de Clubes, os Estados Unidos vão receber também a Copa do Mundo de 2026, a primeira edição ampliada, com 48 seleções.

Donald Trump acompanha final do Mundial ao lado de presidente da Fifa Foto: Brendan Smialowski/BRENDAN SMIALOWSKI

“O presidente Trump é o presidente dos EUA, um dos países-sede da Copa do Mundo, e ele abraçou imediatamente o Mundial de Clubes também. Eventos como esses são gigantescos. Você não consegue organizar torneios dessa magnitude sem o apoio dele”, disse Infantino a jornalistas no sábado, um dia antes da final.

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Houve um forte protocolo de segurança para a entrada ao estádio de torcedores, jornalistas e convidados, como não havia acontecido nos outros jogos do Mundial, justamente por causa da presença de Trump. Havia mais bloqueios, maior contingente policial com cães farejadores e uma revista intensificada. O clima era de um evento militarizado.

O esquema especial de segurança por causa da presença de Trump incluiu também caça das Forças Armadas americanas e helicópteros, que sobrevoaram a cidade horas antes do duelo.

Ruas e avenidas foram fechadas nos arredores do estádio para o deslocamento do republicano, o que provocou congestionamento do lado de fora de carros e ônibus. A única linha de trem que para no MetLife também atrasou.

Trump e a primeira-dama, Melania Trump, partiram de seu clube de golfe em Bedminster, Nova Jersey, por volta das 14h40 (horário de Brasília), para participar da final. Ele chegou ao estádio cerca de 30 minutos antes de a bola rolar. O republicano deve retornar na noite deste domingo para Washington.

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