Brasil registrou em média 15 episódios de estupro coletivo por dia nos últimos quatro anos
Números do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) são referentes apenas aos casos que passaram pelo sistema de saúde. Crédito: Mariana Cury/ Estadão
O jogador Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. A decisão, em primeira instância, foi baseada em provas consideradas suficientes pela juíza Taís de Paula Scheer, apesar do pedido de absolvição pelo Ministério Público. Derik, que nega as acusações, vai recorrer em liberdade. O Athletico-PR afirmou que respeitará o andamento do processo, que corre em segredo de justiça.
Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.
O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, na quarta-feira, 12, conforme revelado inicialmente pelo portal UmDois Esportes. A decisão foi tomada em primeira instância, e o jogador de 21 anos, que nega as acusações, vai recorrer em liberdade.
O Ministério Público (MP) chegou a pedir a absolvição do atleta, sob o argumento de “divergência de versões”, mas no entendimento da juíza Taís de Paula Scheer as provas foram suficientes para pedir a condenação. A avaliação do MP foi citada pela defesa do jogador para justificar a “absoluta surpresa com a condenação em primeira instância” manifestada em nota oficial.

“A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJ-PR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos”, diz o restante do texto.
O atleta de 21 anos responde por duas denúncias feitas pela mesma mulher. Segundo o primeiro relato, ele teria tapado a boca e segurado os braços da vítima no intuito de impedir resistência durante ato sexual. No mesmo contexto, em 2024, de acordo com a outra denúncia, teria desferido tapas e um soco na costela. Derik recebeu seis anos e seis meses de punição por cada crime.
Em comunicado, o Athletico-PR disse ter tomado conhecimento da decisão judicial e que vai “respeitar o andamento regular” do processo. “Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado.”



