Os maiores chocolates de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo neste século

Termo se tornou popular pela voz do radialista Washington Rodrigues, o Apolinho, na década de 1980; na lista, times têm placares elásticos na Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil

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Foto do autor Murillo César Alves

Chocolate. Termo cunhado pelo radialista Washington Rodrigues, o Apolinho, para se referir às goleadas no futebol se torna ainda mais popular no âmbito da Páscoa. Morto no último ano, deixou essa ‘herança’ ao esporte a partir de uma canção chamada “El Bodeguero”, interpretada por Nat King Cole e lançada em 1958.

A partir da tradição futebolística e da religiosa, o Estadão relembra neste domingo, 20, os maiores chocolates de cada um dos quatro grandes clubes de São Paulo ao longo deste século, em todas as competições disputadas.

Corinthians

Em 2005, a goleada do Corinthians diante do Santos virou sinônimo de provocação contra o rival. O “Eterno 7 a 1″ é um mantra que se tornou comum nos duelos entre as equipes desde então. Pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians, que viria a se sagrar campeão ao final da competição, não tomou conhecimento do rival. Na época, chegou a se levantar a suspeita que o Santos havia entregado a partida, para a demissão de Nelsinho Baptista.

Vitória do Corinthians sobre o Santos abriu o caminho para o título nacional em 2005. Foto: Evelson de Freitas/Estadão

Já do outro lado da moeda, a derrota para o Juventude, por 6 a 1, no Brasileirão de 2003, é a maior sofrida pelo clube paulista neste século e na história do Brasileirão. Na primeira edição por pontos corridos, a equipe de Caxias do Sul dominou o duelo no Estádio Alfredo Jaconi. Mineiro, Neto, Marcelo, Hugo, Leonardo Manzi e Felipe marcaram os gols dos mandantes, em um dia com clima ameno e neblina no Rio Grande do Sul.

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Palmeiras

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No currículo das maiores goleadas neste século, o Palmeiras tem um compromisso pela Libertadores de 2022. Ainda pela fase de grupos, a equipe de Abel Ferreira goleou o Independiente Petrolero, da Bolívia, por 8 a 1. No Allianz Parque, Rafael Navarro marcou quatro, enquanto Rony se tornou o maior goleador da equipe na história do torneio continental.

“Muito feliz. Eu não sou nada, tudo o que tenho hoje e me tornei só tenho de agradecer a Deus. Eu sou muito grato à torcida do Palmeiras e a todos os meus familiares pelo apoio nas dificuldades”, disse o camisa 10 à época. Na ocasião, o atacante se igualou à Alex na artilharia histórica do clube na Libertadores. Atualmente, Rony defende o Atlético-MG.

Rafael Navarro marcou quatro gols contra o Independiente Petrolero, na maior goleada do Palmeiras neste século. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Do outro lado, duas derrotas fazem o Palmeiras amargar as maiores goleadas neste século: 6 a 0, contra Coritiba, no Couto Pereira, em 2011, e Goiás, no Serra Dourada, em 2014 – esta que é a maior derrota da equipe na história do Brasileirão. Os resultados refletem o período em que o clube vivia na última década. Com más gestões, o Palmeiras terminou o ano de 2012 rebaixado e, após retornar à Série A dois anos depois, também correu risco de queda.

Santos

Ainda na primeira passagem de Neymar, o Santos dominou a Copa do Brasil de 2010. E o resultado de uma dessas partidas é prova disso: os 10 a 0, aplicado pela equipe, então treinada pelo Dorival Júnior, diante do Naviraiense, de Mato Grosso do Sul, está no rol das maiores vitórias do clube em sua história.

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Neymar marcou dois, enquanto André (três vezes), Madson (duas vezes), Robinho, Ganso e Marquinhos completaram o chocolate. Com o resultado na Vila Belmiro, o Santos garantiu a classificação à segunda fase da competição, depois de vencer por 1 a 0 fora de casa.

Com show de Neymar, Santos aplicou goleada na Copa do Brasil de 2005. Foto: Paulo Pinto/Estadão

Além da já citada goleada sofrida pelo Palmeiras, outro 7 a 1 marca a história do Santos no Brasileirão e neste século. Em 2023, contra o Internacional no Beira-Rio, a equipe repetiu o chocolate sofrido pelo maior rival e complicou sua vida na briga contra o rebaixamento.

O resultado, ainda que não tenha rebaixado o time, derrubou a moral da equipe para a reta final da temporada e que culminou na queda contra o Fortaleza, depois de derrota por 2 a 1, na última rodada.

São Paulo

Pelo mesmo placar do Santos, e na mesma competição, o São Paulo não tomou conhecimento do Botafogo-PB no Morumbi, em março de 2001. Com a vitória, a equipe garantiu a classificação à segunda fase. França, com três gols na ocasião, se igualou a Raí na artilharia histórica do clube, antes de ultrapassar o ídolo. Além disso, até a goleada do Santos em 2010, era o maior resultado de uma equipe paulista na competição.

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Vitória do São Paulo sobre o Botafogo-PB, em 2001, se mantém como a maior do clube neste século. Foto: Paulo Pinto/Estadão

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No mesmo ano, pelo Brasileirão, o São Paulo foi vítima da maior goleada neste século. Na reta final do Brasileirão daquele ano, o Vasco, ainda em busca de uma vaga à fase mata-mata, não tomou conhecimento do rival. Com show de Romário (três gols do Baixinho) e expulsão de Rogério Ceni, goleou o São Paulo por 7 a 1 em São Januário.

Atual campeão nacional, no entanto, não conseguiu terminar a competição entre os oito primeiros. Já o São Paulo, que foi ao Rio praticamente garantido no mata-mata, caiu nas quartas de final, diante do Athletico-PR – que viria a se sagrar campeão brasileiro naquele ano.

2001 - São Paulo 1 x 7 Vasco