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Por que Endrick não é titular da seleção brasileira? Dorival Júnior explica

No último amistoso preparatório para a Copa América, Brasil mede forças com os Estados Unidos, nesta quarta-feira, com o garoto no banco de reservas

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Por Redação
Atualização:

Mesmo rodando o elenco da seleção brasileira, Dorival Júnior decidiu que não vai utilizar Endrick como titular e novamente o deixará no banco em amistoso com os Estados Unidos, nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília). O técnico explica que é necessário ter um cuidado com o jovem atacante para não queimá-lo, tampouco colocar um peso desnecessário em suas costas. Mesmo tendo anotado nos três amistosos, a entrada na seleção será aos poucos.

Depois de ganhar da forte Inglaterra por 1 a 0, o Brasil buscou empate com a Espanha somente no fim e só ganhou do México após abrir 2 a 0 nos acréscimos, com gol de Endrick. Nesta quarta-feira, encerra os amistosos diante dos Estados Unidos com suas melhores peças antes da Copa América, mas com o garoto no banco mais uma vez. O jogo acontece em Orlando, no Estádio Camping World.

Endrick marcou gol nos três últimos jogos da seleção brasileira, mas continua no banco de reservas. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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“Temos de ter um pouco de cuidado com o Endrick. Sempre usei demais as categorias de base, sempre valorizei demais, e sempre tive muito cuidado. Ao mesmo tempo que possamos nos apressar em alguma situação, talvez não tenhamos uma volta e um erro pode ser fatal”, afirmou. “Peço só um pouco de paciência a todos.”

Na visão de Dorival, Endrick vem em evolução constante desde quando ganhou a posição na reta final do Brasileirão de 2023. Mas Não vai correr riscos com a futura joia da seleção brasileira. “Ele pode ser muito útil para a seleção desde que tenhamos paciência. Não é só colocar lá e deixar que resolva. Endrick está finalizando uma formação e precisa de tempo e paciência.”

Dorival Júnior evita euforia, mas descarta preocupação com a seleção brasileira

Nada de euforia, tampouco preocupação. Na visão de Dorival Júnior, a seleção brasileira ainda está em construção e vai demorar um pouco para demonstrar regularidade e o futebol vistoso que a torcida tanto espera. Mesmo com três jogos de invencibilidade sob sua direção, o treinador sabe que oscilações serão comuns e pede calma.

O técnico mostra serenidade para revelar que não está preocupado com os cinco gols sofridos diante de Espanha (3 a 3) e México (3 a 2 para o Brasil). Em sua visão, esses amistosos servirão para a seleção brasileira ter “uma cara” na Copa América e pede calma à torcida, admitindo que o momento ainda é de “formação de equipe.”

“Nós tivemos muitas dificuldades no jogo da Espanha. Com o México, no melhor momento da equipe, de posse e equilíbrio, acabamos sofrendo os dois gols. Ainda computo tudo isso ao momento que estamos vivendo, de formação de equipe, não podemos desconsiderar isso de maneira nenhuma”, afirmou o treinador, que alerta.

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“Teremos oscilação no processo (amistosos) e na Copa América, futebol é equilíbrio de atacar e marcar, não pode ser especialista em uma e se abrir em outra”, cobrou. Mas, estamos melhorando e é um processo que entendo só se confirmará a partir do momento que tivermos uma sequência e encontrarmos o padrão que nós queremos.”

Dorival usou muitas peças consideradas reservas diante do México para “observação”. De acordo com o treinador, era a chance de ver como renderiam. “Precisava ter conhecimento de todos os atletas do grupo para ter consciência daquilo que poderão se apresentar dentro da competição mais importante, da maneira como posso contar e do momento. Só tinha esse instante para fazê-lo e não me arrependo, é o caminho. Dentro da competição posso variar um pouquinho e espero ser assertivo nas decisões.”

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