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Dorival Júnior na seleção: histórico sustenta escolha de brasileiro como técnico

Nas 22 Copas do Mundo disputadas até aqui, jamais um país ergueu a taça sendo liderado por um treinador de outra nacionalidade

Foto do author Marcos Antomil
Por Marcos Antomil
Atualização:

Em um curto intervalo de nove dias o cenário de 2024 da seleção brasileira virou de cabeça para baixo. Se antes havia garantias do acerto com o italiano Carlo Ancelotti, os rumos mudaram com a renovação do técnico com o Real Madrid. Desde quinta-feira, o enredo ganhou contornos mais extravagantes, com o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) via Supremo Tribunal Federal (STF) e a troca de Fernando Diniz por Dorival Júnior no comando técnico.

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Desde a eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em dezembro de 2022, a seleção brasileira não tem treinador definitivo. Passaram os interinos Ramon e Diniz e foram especulados vários nomes internacionais, incluindo Ancelotti, José Mourinho, Pep Guardiola, Abel Ferreira e Jorge Jesus. Apesar de Dorival não ser unanimidade, o histórico das Copas do Mundo sustenta a opção de um treinador brasileiro para a equipe nacional.

As estatísticas, no entanto, vão ao encontro da escolha por um técnico brasileiro no comando da seleção brasileira. Nas 22 Copas do Mundo disputadas até aqui, jamais uma seleção ergueu a taça sendo liderada por um treinador de outra nacionalidade.

Dorival se despediu do São Paulo neste domingo para assumir a seleção brasileira. Foto: Isaac Fontana/ EFE

O Brasil foi campeão cinco vezes, em todas sob o comando de brasileiros: Vicente Feola (1958), Aymoré Moreira (1962), Mário Zagallo (1970), Carlos Alberto Parreira (1994) e Luiz Felipe Scolari (2002). O mesmo ocorre com todas as outras sete seleções campeãs do mundo, como Alemanha, Itália, Argentina, Uruguai, França, Inglaterra e Espanha.

LISTA DE TÉCNICOS CAMPEÕES DO MUNDO

  • 1930 - Alberto Suppici (Uruguai)
  • 1934 - Vittorio Pozzo (Itália)
  • 1938 - Vittorio Pozzo (Itália)
  • 1950 - Juan López Fontana (Uruguai)
  • 1954 - Sepp Herberger (Alemanha)
  • 1958 - Vicente Feola (Brasil)
  • 1962 - Aymoré Moreira (Brasil)
  • 1966 - Alf Ramsey (Inglaterra)
  • 1970 - Mário Zagallo (Brasil)
  • 1974 - Helmut Schön (Alemanha)
  • 1978 - César Luis Menotti (Argentina)
  • 1982 - Enzo Bearzot (Itália)
  • 1986 - Carlos Bilardo (Argentina)
  • 1990 - Franz Beckenbauer (Alemanha)
  • 1994 - Carlos Alberto Parreira (Brasil)
  • 1998 - Aimé Jacquet (França)
  • 2002 - Luiz Felipe Scolari (Brasil)
  • 2006 - Marcello Lippi (Itália)
  • 2010 - Vicente del Bosque (Espanha)
  • 2014 - Joachim Löw (Alemanha)
  • 2018 - Didier Deschamps (França)
  • 2022 - Lionel Scaloni (Argentina)

Para chegar à Copa de 2026, o Brasil não tem missão complicada, basta ficar entre os seis primeiros colocados das Eliminatórias Sul-Americanas. Hoje há mais dúvidas sobre a continuidade de Ednaldo Rodrigues no comando da CBF do que sobre a ida do País ao Mundial.

Em fevereiro, o imbróglio envolvendo Ednaldo e opositores deverá ser pautado para análise colegiada na Suprema Corte. Por enquanto, Ednaldo preside a entidade por efeito de uma liminar concedida por Gilmar Mendes, que suspendeu a validade de uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) sobre um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela CBF e o Ministério Público que garantiu a realização da eleição que alçou Ednaldo ao cargo de mandatário da entidade.

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