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Werley leva suspensão de três jogos por expulsão no clássico

David Braz é absolvido após levar vermelho contra o Corinthians

Foto do author Marcio Dolzan
Por Marcio Dolzan
Atualização:

O zagueiro Werley, do Santos, foi suspenso por três jogos pela 5.ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido à expulsão no clássico com o Corinthians, no mês passado. Já David Braz, que também recebeu cartão vermelho naquele jogo, foi absolvido por unanimidade. O árbitro Flávio Rodrigues Guerra acabou advertido, mas corre o risco de sofrer nova denúncia. O clássico foi disputado no Itaquerão em 20 de setembro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, e acabou sendo vencido pelo Corinthians por 2 a 0. A partida foi recheada de polêmicas. David Braz foi expulso em pênalti cometido na verdade pelo lateral-esquerdo Zeca. O árbitro, porém, relatou em súmula que apresentou o vermelho por ofensas. Já Werley, expulso após receber o segundo amarelo, ofendeu Flávio Guerra e terminou empurrando o quarto árbitro, Thiago Duarte Peixoto, pelas costas. O relator do caso, Marcio Amaral, considerou que "é claro que houve erro do árbitro". Ele foi além e disse que "é contundente que a súmula está viciada". O auditor ainda classificou como grave o fato de o árbitro "querer mascarar o erro com uma anotação na súmula". Por isso, absolveu David Braz. Ele puniu Werley pelas ofensas. O voto foi seguido pelos demais, com uma única divergência em relação ao número de jogos de punição.

Dorival Jr. perde Werley por três rodadas por suspensão, mas David Braz está liberado Foto: Alex Silva/Estadão

Flávio Rodrigues Guerra foi apenas advertido. Mas isso porque a procuradoria do STJD denunciou o juiz por ter registrado em súmula, supostamente de maneira equivocada, o atraso de Corinthians e Santos na entrada em campo. Ele não foi denunciado pelos erros no registro das expulsões. A ausência dessa denúncia gerou um pedido dos auditores à procuradoria. "Estou sugerindo que avalie a possibilidade de nova denúncia ao árbitro", pediu em seu voto o auditor Rodrigo Raposo. "Há altos indícios de fraude à súmula." A proposta foi acatada pelo relator e também pelo presidente da sessão, José Perdiz.

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