PUBLICIDADE

Publicidade

Juve volta a ser base da Azzurra

Time tem 8 jogadores na seleção

Por Antero Greco e SÃO PAULO
Atualização:

A Itália tricampeã do mundo em 1982, na Espanha, tinha como base a Juventus, então a mais forte equipe do calcio. O técnico Enzo Bearzot recorreu a Zoff, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli e Paolo Rossi para montar a seleção que tirou de seu caminho até o Brasil de Telê Santana. A presença juventina só não foi maior, porque Roberto Bettega abriu mão de convocação, por problemas físicos, e porque Franco Causio meses antes havia mudado para a Udinese. A Juve hoje não dá as cartas em seu país - há quatro anos essa primazia cabe à Internazionale, que desandou a enfileirar títulos. Mesmo assim, o clube que pertence ao clã Agnelli, o mesmo que controla Fiat e Ferrari, volta a ser referência na formação da Squadra Azzurra. O técnico Marcello Lippi, que fez fama e fortuna no comando da Velha Senhora, resgatou-lhe o prestígio e chamou 8 atletas para os jogos contra a Geórgia (2 a 0, no sábado) e Bulgária, amanhã, não por acaso em Turim, pelas Eliminatórias da Copa 2010.Como no Mundial espanhol, a defesa da Juventus é o ponto forte, com o goleiro Buffon, os zagueiros Cannavaro (capitão em 2006), Chielini, Legrotaglie e Grosso (até 8 dias atrás no Lyon). Camoranesi e Marchisio marcam presença, no meio campo, e Iaquinta, no ataque.O restante do elenco para os dois compromissos é composto por jogadores de outras 10 equipes - a Udinese, sempre coadjuvante em torneios domésticos, aparece logo após, ao contribuir com D?Agostino, Pepe e Di Natale.A Inter tem apenas Davide Santon, jovem promessa, mas reserva, enquanto o Milan comparece com Zambrotta e Pirlo. Cabe a De Rossi levar a bandeira da Roma. A supremacia da Juve é retrato do futebol italiano de hoje. Depois de cair para a Série B em 2006, por causa do escândalo do apito, o clube turinense se desfez de estrelas internacionais e apostou em pratas-da-casa. Os rivais, ao contrário, cada vez mais recorrem ao mercado globalizado. A Inter com frequência não escala sequer um italiano como titular. Daí a contradição: ganha títulos, mas desaparece da seleção.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.