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O Palmeiras vinha melhor do que o Flamengo em todos os campeonatos em disputa. Jogava em casa. Teve um dia a menos de descanso, fato. Mas vinha de ótima atuação diante do Ceará contra um Rubro-negro instável além da conta para o que dele se espera. Era ligeiramente favorito o time paulista até se ver um jogo mais marcado do que bem jogado. Igual nas deficiências ofensivas e nas qualidades defensivas de Alex Sandro, Léo Ortiz e Rossi, essenciais na grande vitória carioca.
Abel (suspenso) não tinha o suspenso Richard Rios. Filipe Luís não podia contar com o também amarelado Wesley, e a melhor dupla de volantes disponível (Pulgar e De La Cruz). O momento como time era palmeirense, com 14 vitórias em 15 jogos, ilustrado pelos quatro pontos de diferença na tabela amues do jogo. Na sua casa (onde não tem sido tão eficiente como voa como visitante, e contra o rival que não consegue vencer no Brasileiro desde 2017), o equilíbrio inicial apontava empate. O pouco que se viu na primeira etapa, também.
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Aos 10 minutos, Varela foi infantil ao abrir muito o braço e cometer a falta em bola cruzada da esquerda. A questão era saber se havia sido dentro ou fora da área. Eu não sei dizer. E como não tem imagem conclusiva, o árbitro, mesmo depois de ir ao VAR, teve que ficar com a opinião dele de campo; se não fosse pênalti, seguiria não sendo marcado; como ele marcou primeiro a infração na área, teria que confirmar o pênalti. Algo que tem sido problema para o Palmeiras (sem Veiga, sem Estêvão no melhor momento para bater, e Piquerez mal para cobrar), e Rossi defender o seu quarto pênalti em 10 cobrados contra o Flamengo. Metade dos oito pênaltis alviverdes no BR-25 não foram convertidos.
Depois, o time rubro-negro teria uma chegada perigosa com Cebolinha, aos 50 minutos, e só. Uma chance para cada lado é nada para tanto investimento, time e elenco de Palmeiras e Flamengo.
Na segunda etapa, Cebolinha foi trocado por Michael, que entrou bem. Mas o clássico ainda era das defesas. Os melhores lances eram delas, como um sensacional desarme de Giay na área.
Aos 12, João Martins abriu o Palmeiras com Maurício x Mayke, ainda no usual 3-4-3 alviverde. Filipe respondeu fechando mais o time, com Gerson saindo lesionado x Danilo. Ficou uma linha de cinco atrás. Mas soltando um tanto Varela e Alex Sandro como alas. O Flamengo conseguiu ficar mais com a bola e seguir o planejamento original de mais garantir o placar de que o buscar.
Flaco López x Vítor Roque, Paulinho x Facundo Torres, aos 20, eram as respostas naturais do melhor time do campeonato, mas que não vinha sendo dominante em seu mando. Logo depois, Arrascaeta entrou na área contra Murilo. Pela regra, não vi um braço do palmeirense que causasse impacto para a queda do craque uruguaio. Outro lance discutível. Eu não marcaria. Arrascaeta marcou, aos 27 minutos, deslocando Weverton, depois de o árbitro consultar o VAR.
Foi apenas a segunda chance rubro-negra. O Palmeiras só teve o pênalti perdido até Maurício mandar para fora, em bom lance com Flaco, aos 31, e outro mal finalizado pelo argentino, aos 34.
Raphael Veiga x Evangelista, Luighi x Gómez, na base do bumba meu porco. Ayrton Lucas x Luiz Araújo para fechar a casinha. Pedro x Bruno Henrique, Walace Yan x Arrascaeta, aos 39.
O Palmeiras enfim pressionou. Teria grande lance no fim bem defendido por Rossi. Mas deu um tanto antes o espaço atrás aproveitado pelo Flamengo, em belo contragolpe armado por Walace Yan para Ayrton Lucas ampliar bonito.
Um placar maior do que a atuação do Flamengo no clássico. Mas que pode ser muito maior do que a diferença apertada na tabela ainda a favor do time paulista.
Para o Flamengo, o jogo para zerar (ao menos até o meio de semana) as cornetas ensarilhadas prematuramente contra Filipe. Para o Palmeiras, a constatação estranha de que o time segue forte – mas não no Allianz Parque.
O Brasileiro que não se fecharia mesmo com o Palmeiras abrindo grande vantagem em caso de vitória segue ainda mais aberto por uma vitória marcante do Flamengo.






