O São Paulo começou melhor na altitude de Quito contra a razoável LDU. Até que, numa bobeada de Cédric, Bryan Ramírez fez 1 a 0, numa bola longa mal cercada, lançada na desatenção da defesa tricolor.

Então o São Paulo não fez mais nada no primeiro tempo. E é fato que a LDU também não fez.
Veio a segunda etapa, e o time tricolor foi bem melhor. Arriscou mais de fora da área. Encostou mais na frente. Marcos Antônio, o melhor em campo, marcava com os dois volantes, aparecia como meia e fez acordar Luciano, que não estava no jogo, e Rigoni, que estava correndo, mas pouco produzindo. Ferreira entrou muito bem.
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O São Paulo chegou, começou a ter oportunidades, mas aquelas coisas que acontecem quando não era noite. E não têm sido grandes jornadas libertadoras. Embora o São Paulo viesse de uma longa sequência invicta desde a temporada passada no torneio. O atacante Cabeza entrou, sentiu lesão e saiu; Estrada substituiu o substituto e, em menos de sete minutos, aproveitou-se de erro na saída de bola de Pablo Maia e fez 2 a 0. E só não faria 3 a 0, no final do jogo, depois de uma bobeada de Arboleda, porque Rafael - de novo - foi fundamental.
Como havia sido naquele empate que podia ser uma goleada em Medellín, para o Atlético Nacional. O São Paulo não perdeu aquele jogo sofrido e se classificou nos pênaltis no MorumBis, na volta. Agora, parece ser a opção mais viável (ou ainda possível) para a equipe paulista. Desde que acerte mais o gol - e que a torcida tricolor faça o que faz desde os anos 1990, num MorumBis hostil e ensurdecedor. Torcida que nos últimos anos merecia equipes e direções mais eficientes.
Crespo deverá ter reforços de um clube que tem, desde a temporada passada, sofrido muito com lesões e com algumas coisas lesadas dentro e fora de campo. O São Paulo sempre merece o respeito de um tricampeão da América e de um tricampeão do mundo. E poderia mesmo ter feito saído com resultado menos complicado da altitude de Quito.
É a segunda etapa que deve ser o mote, o molde pra equipe de Crespo no jogo de volta, ainda reversível no MorumBis. Mas o São Paulo precisa ser mais do que tem sido, com Crespo e nos últimos tantos anos de frustrações. Tem mais time e jogadores que a LDU, e chegou a ser mais equipe no Equador.
Mas, de novo, faltou aquele algo mais, de atenção defensiva à qualidade ofensiva. Os desfalques são pesados e atrapalham qualquer treinador. Mas, mesmo se estivesse completo, há um gap, uma diferença grande entre o time titular do São Paulo e o reserva. Com tantos titulares fazendo falta, faltou mais qualidade ao São Paulo pra voltar com bom resultado.
Nos pênaltis, tem como passar. E se chegar até lá, Rafael mais uma vez pode segurar a onda.






