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Fifa: nada a ver com o futebol

As últimas medidas da Fifa bastam para provar que a entidade tem tudo a ver com política, poder e dinheiro, mas pouco ou nada a ver com futebol.

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Por Luiz Zanin Oricchio
Atualização:

Refiro-me, primeiro, à proposta de inchar a Copa do Mundo, de modo a incluir países que normalmente não poderiam disputá-la, por falta de nível futebolístico. A hipocrisia é chamar a medida de "democrática" quando é apenas uma forma populista de angariar votos para futuras eleições. Além disso, inflacionar a venda de direitos de imagem, TV, gadgets, etc de modo a faturar mais.

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Faturando mais, o poder é maior. Pena que, para fazer isso, tenha de rebaixar o nível dos competidores e, portanto, da própria competição. Mas, havendo mais grana em jogo, quem liga para qualidade técnica?

Outra bola fora: considerar campeões do mundo de clubes apenas os que disputaram os torneios que ela, Fifa, organizou, ou seja, desde o primeiro torneio (experimental) de 2000, vencido pelo Corinthians até os de hoje.

Desse modo, para dona Fifa, ficam anulados os títulos mundiais do Real Madrid, Milan, Santos, São Paulo, etc. É ridículo. Por que não ter a grandeza de reconhecer que, sim, a partir de agora, a Fifa organiza o torneio de clubes e estes serão os campeões. Mas, ao mesmo tempo reconhecendo que, antes disso, o o campeão do mundo era o vencedor da chamada Copa Intercontinental, tira-teima entre o campeão europeu e o sul-americano. Que, aliás, era bem mais interessante que o atual torneio.

Enfim, como ela não reconhece alguns dos principais feitos dos clubes, é lícito que esses mesmos clubes também não a reconheçam.

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