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Casares propõe separação entre futebol e clube social no São Paulo

Julio Casares afirma que encomendou estudo para viabilizar a divisão, como um próximo passo no processo de profissionalização, que conta com FIDC e empresa para gerir a base

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Foto do autor Rodrigo Capelo

Julio Casares, presidente do São Paulo, propõe separação entre futebol e social

Julio Casares, presidente do São Paulo, propõe separação entre futebol e social. Crédito: Sport Insider

Pressionado por maus resultados e problemas financeiros, o presidente Julio Casares quer que haja a separação formal entre o futebol e o clube social do São Paulo. O dirigente afirma que encomendou um estudo para viabilizar a mudança.

“Não que o social hoje atrapalhe. Eu dei autonomia muito elevada para o social. Mas essa autonomia eu quero que vire uma separação jurídica e administrativa. Aí eu vou terminar 2026 deixando um legado, com o apoio dos ex-presidentes, do Pimenta, do Paulo Amaral, que vão nos ajudar nesse objetivo”, diz o dirigente tricolor.

A declaração foi dada por Casares ao videocast do Sport Insider. Gravada antes das partidas contra a LDU pela Libertadores e o Ceará pelo Campeonato Brasileiro, a entrevista será veiculada no canal da N Sports às 18 horas desta terça-feira.

Julio Casares, presidente do São Paulo Foto: Andressa Baldoni/Sport Insider

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A separação do futebol pode seguir trâmite similar ao dos clubes que decidiram abrir SAFs. A empresa receberia ativos e passivos relacionados ao departamento de futebol — contratos dos jogadores, direito de disputar competições profissionais, obrigações financeiras, dívidas etc. —, e também as suas receitas e os seus custos.

A diferença da proposta são-paulina para a nova realidade de Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Vasco é que esses clubes optaram por vender participações majoritárias de suas SAFs para investidores. Uma empresa do São Paulo, apartada do clube social e dos esportes amadores, pertenceria 100% à associação tricolor.

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O clube social e os esportes amadores do São Paulo têm contas equilibradas. Segundo o balanço anual mais recente, esse segmento faturou R$ 75,4 milhões e gastou R$ 74,7 milhões em 2024, com um superavit aproximado de R$ 700 mil. O resultado inclui o basquete profissional tricolor, que recentemente teve as atividades encerradas pela gestão Casares e não disputa mais o NBB e outras competições profissionais.

A separação do futebol teria efeitos visíveis na governança. As pessoas envolvidas na administração da empresa seriam profissionais e remuneradas, não mais designadas pela associação para funções amadoras.

A profissionalização da gestão do futebol seguiria uma sequência de mudanças que vêm sendo adotadas pelo clube. Primeiro, o FIDC montado pelo São Paulo com as empresas Galapagos e Outfield estabeleceu limites de despesa e prejuízo. Na entrevista ao Sport Insider, Casares atualiza o andamento desse fundo.

Segundo, o clube desenhou um projeto de separação das categorias de base do restante da associação. A base pode ser gerida por uma empresa, que pertencerá 70% ao São Paulo e 30% a investidores intermediados pela Galapagos. O presidente precisa amealhar o apoio de conselheiros. Eles ainda precisam aprovar o projeto.

O entrave para ambas as propostas — a “terceirização” da base, já madura, e a separação do futebol profissional, preliminar — está na popularidade de Casares.

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O presidente tem sido alvo de protestos de torcedores. As críticas aumentaram após a eliminação para a LDU, nas quartas de final da Libertadores, e a derrota para o Ceará, a quarta consecutiva, pelo Campeonato Brasileiro.

Torcedores produziram caixões simbólicos, inclusive, para “velar” Casares e Carlos Belmonte, diretor de futebol, responsáveis pela atual condução do futebol.