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Brasil pode ter em 2023 o seu melhor ano da história no UFC com cinco cinturões simultâneos

País tem a real chance de ostentar marca que superaria era dourada de Anderson Silva, José Aldo e companhia

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Por Redação

O ano de 2023 pode ser o maior para o Brasil em toda a história no UFC. Atualmente dono de quatro cinturões, o País está bem posicionado para alcançar mais alguns. E a caça já começa em janeiro, com a volta do evento ao Rio, no dia 21.

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Glover Teixeira disputará o reinado da categoria meio-pesado (até 93 kg) contra o norte-americano Jamahal Hill, enquanto Deiveson Figueiredo defenderá o trono dos moscas (até 57 kg) diante do mexicano Brandon Moreno. De acordo com a Odds & Scouts, uma das principais empresas de geração de dados para plataformas de apostas esportivas em todo o mundo, Glover (2.09) é azarão diante de Hill (1.74). Já no outro embate há um empate técnico entre Moreno (1.91) e Figueiredo (1.89).

Caso os dois vençam suas disputas, o Brasil chega à inédita marca de cinco cinturões simultâneos, superando a atual fase e a sua melhor era, em 2012, quando Anderson Silva dominava o peso médio (até 84 kg), José Aldo parecia imbatível nos penas (até 66 kg), Júnior Cigano estava no topo dos pesados (até 120 kg) e Renan Barão em ascensão nos galos (até 62 kg).

A atual campeã peso-galo e peso-pena, Amanda Nunes, durante coletiva de imprensa para o UFC 245 realizada no Madison Square Garden, em Nova York.  Foto: Jason Silva/AGIF

“O brasileiro que consegue se manter como campeão no UFC ganha uma notoriedade gigantesca por aqui. O esporte MMA tem crescido demais no país e com a volta à TV aberta os atletas terão repercussão ainda maior. Foi assim com o Anderson Silva, agora com a Amanda Nunes, o brasileiro valoriza seus vencedores e o retorno vem por meio de parceiros, patrocínios e melhores contratos. O cinturão significa negócios mais vantajosos ao atleta e sua equipe”, avalia Renê Salviano, CEO da agência Heatmap, especialista em marketing esportivo.

Além de Glover e Deiveson, que disputarão títulos, o Brasil já possui mais três cinturões, dois deles com Amanda Nunes, nos galos e penas. Recentemente, Alex Poatan derrubou a hegemonia de Israel Adesanya nos médios e foi o primeiro campeão da categoria desde Anderson Silva, dez anos depois de sua última defesa bem-sucedida.

Segundo Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, agência de marketing esportivo, as referências nacionais são importantes para a renovação de talentos.

“Em todos os esportes, o Brasil aprecia acompanhar quem saiu daqui, com uma história de vida semelhante, passando pelas mesmas dificuldades e chegando à glória. O esporte vencedor cresce, ganha novos praticantes e gira o mercado de produtos e licenças. A gente viu o crescimento do skate por aqui após o sucesso da Rayssa na olimpíada de Tóquio. A comercialização de equipamentos aumentou e junto a isso a procura por locais de prática da modalidade”, diz o executivo.

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O ótimo momento dos brasileiros não poderia vir em melhor hora para o UFC. A organização norte-americana lançará, a partir de janeiro, seu serviço exclusivo de streaming no Brasil, com todos os cards e um acervo de eventos disponíveis para o assinante. Também foi fechado um acordo para deixar a Globo e ir para a Band, com a transmissão de 12 eventos na TV aberta ao longo do ano.

Desde 2018 ausente da TV aberta, o UFC não estava satisfeito com o cenário e buscou o novo acerto para popularizar ainda mais o esporte no país. Dana White, chefão da empresa, acredita na fórmula de que campeões nacionais mais repercussão em massa solidificará o MMA entre as principais modalidades do Brasil.

Além dos postulantes ao título, há outros brasileiros que podem obter uma chance com uma ou duas vitórias no ano. Charles do Bronx acabou de perder o título dos leves (até 70 kg) para Islam Makhachev em outubro e já declarou que pretende voltar a disputar o cinturão no final de 2023, após uma luta de recuperação no primeiro semestre. Gilbert Burns é o atual número 5 da categoria meio-médio (até 77 kg) e pode desafiar o campeão Leon Edwards caso emplaque uma boa sequência neste novo ciclo.

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