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Checamos o debate com Lula e Bolsonaro na Band: veja o resultado

Candidatos à Presidência erraram dados sobre covid, salário mínimo, desmatamento, orçamento secreto e Bolsa Família

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Por Pedro Prata, Denise Marin, Gabriel Belic, Giovana Frioli, Jorge C. Carrasco e Maria Eduarda Nascimento
Atualização:

Atualizada às 10h16 de 17 de outubro.

Os candidatos à Presidência Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) participaram de debate na TV Band neste domingo, 16, o primeiro do segundo turno das eleições 2022. Veja abaixo a checagem do Estadão Verifica das principais falas dos presidenciáveis.

Lula e Bolsonaro na chegada a debate da Band, o primeiro do primeiro turno. Foto: Werther Santana/Estadão

Lula (PT)

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Construção de universidades

O que Lula disse: que fez 18 universidades novas, com 178 campi. Afirmou ainda que fez o Prouni e o Fies.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: não é bem assim. É verdade que durante as gestões petistas de 2003 a 2006, com os ex-presidentes Lula e Dilma, foram criadas 18 universidades federais, no entanto, o número de campi universitários foi de 173. Em relação à criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), Lula sancionou a lei do programa que assegura bolsas de estudo do ensino superior aos alunos vindos de escolas públicas ou que tenham estudado em escola particular com bolsa integral. 

Já o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) não foi criado no governo de Lula. O programa foi implementado  na gestão do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. O petista foi responsável por expandir a quantidade de bolsas ofertadas, a partir de 2010.

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Aumento de salário mínimo

O que Lula disse: que houve aumento do salário mínimo em 74% (acima da inflação) no governo dele.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é impreciso, mas é verdadeiro que o governo Lula foi marcado por uma política de aumento real do salário mínimo. De acordo com o Ipea, a variação de janeiro de 2003 a dezembro de 2010 foi de 66,39%. O valor saltou de R$ 613,79 para R$ 1.021,30. Os dados do Ipea mostram que, ao longo do governo de Jair Bolsonaro, houve recuo de 3,73%. O salário mínimo real era de R$ 1.259,01 em janeiro de 2019. Em setembro de 2022, o valor registrado foi de R$ 1,212. No cálculo do  salário mínimo real é abatida a taxa de inflação no período. 

Presídios de segurança

O que Lula disse: que seu governo fez cinco presídios de segurança máxima e que governo Bolsonaro não fez nenhum. 

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O governo de Lula previu a construção de 5 presídios. O de Brasília foi inaugurado apenas em 2018, durante a gestão de Michel Temer (MDB).  O presídio agrícola de Rorainópolis (RR) foi concluído em março de 2022, na gestão de Jair Bolsonaro. Não há registro de projetos de novos presídios de segurança máxima durante o atual governo. 

Obras do PAC

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O que Lula disse: que investiu R$ 1,4 trilhão por meio do PAC para construir 13 mil obras que foram entregues e mais 13 mil que ficaram para terminar.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é verdadeiro em parte. O valor investido por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos governos do PT alcançou R$ 1,460 trilhão: R$ 503,9 bilhões no PAC 1, de 2007 a 2010, e R$ 955 bilhões, de 2011 a 2014, no governo de Dilma Rousseff. Das 29 mil obras previstas, apenas 4.872 foram concluídas, segundo reportagem do Estadão.

Aumento do salário mínimo

O que Lula disse: que há 36 milhões de pessoas que vivem com um salário mínimo e há quatro anos o salário mínimo não aumenta.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é impreciso. De acordo com levantamento feito pelo economista Lucas Assis, da Tendências Consultoria, o número de trabalhadores formais e informais que vivem com um salário mínimo aumentou para 36,415 milhões no primeiro trimestre deste ano. 

Em relação ao aumento do salário mínimo, a última vez que o piso teve ganho real foi no início de 2019. No primeiro mandato do atual chefe do Executivo, Bolsonaro assinou um decreto que atualizou o valor do salário mínimo, conforme política de valorização aprovada no governo de Dilma Rousseff (PT), com validade de 2016 a 2019.  

Empregos

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O que Lula disse: que o governo dele gerou 22 milhões de empregos.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), de 2013, o Brasil criou 15,3 milhões de postos de emprego no governo Lula (2003-2010). Já o Caged aponta criação de 11,2 milhões de empregos no período.

Evolução do Emprego Formal, segundo a RAIS

Capitalização da Petrobras

O que Lula disse: que fez a capitalização da Petrobras de R$ 70 bilhões, "a maior capitalização da história do capitalismo". Afirmou que em dezembro de 2010, a Petrobras era a 2ª maior empresa do mundo.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: os dados estão imprecisos. A capitalização da Petrobrás ocorreu em setembro de 2010 e permitiu a venda de R$ 120,36 bilhões em ações da empresa, segundo o Estadão. Os recursos eram necessários para a petroleira tocar seus planos de investimentos no pré-sal até 2014. O governo participou, com a venda à empresa de 5 bilhões de barris da cessão onerosa, em um total de R$ 74,8 bilhões. Na época, foi considerada a maior operação de capitalização do mundo. A Petrobras não chegou à 2ª posição entre as empresas no mundo. Com a capitalização, tornou-se a 4ª maior em valor de mercado, com base em apuração do UOL. Ranking da Economatica elencou a empresa em 2º lugar entre as empresas de capital aberto mais lucrativas da América Latina e Estados Unidos em 2010, segundo o G1.

Debate da Band. Foto: Reprodução

Miséria e consumo

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O que Lula disse: que seu governo tirou 36 milhões de pessoas da miséria absoluta e colocou 42 milhões no padrão de consumo da classe média

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso pois os resultados colocados pelo ex-presidente foram alcançados no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em fevereiro de 2013, Dilma afirmou que 36 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza a partir de março, o que zeraria o processo iniciado em 2003. 

No primeiro ano do governo do ex-presidente Lula, em 2003, o País tinha 47,4 milhões de pessoas em condição de miséria. No final de 2013, 10,4 milhões de brasileiros viviam em pobreza extrema. A diferença, portanto, é de 37 milhões de pessoas no intervalo de dez anos. 

De acordo com o livro A Nova Classe Média: o Lado Brilhante da Base da Pirâmide, do economista Marcelo Neri, 44,7 milhões de brasileiros ascenderam economicamente para classe média entre 2003 e 2013, conforme metodologia baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Transposição do São Francisco

O que Lula disse: que fez 88% das obras do São Francisco e Bolsonaro fez 3%.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é verdadeiro. Levantamento do Poder360 mostra que os governos do PT concluíram 88% das obras, com investimento de R$ 1 bilhão. O governo de Michel Temer conluio 5%, com R$ 900 milhões investidos. A gestão de Bolsonaro foi responsável por 7% das obras, mas com injeção de R$ 1,2 bilhão.

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Jair Bolsonaro (PL)

Auxílio Emergencial x Bolsa Família

O que Bolsonaro disse: que em 2020 o governo gastou com o Auxílio Emergencial o equivalente a 15 anos de Bolsa Família.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é exagerado. O governo federal gastou com auxílio emergencial em 2020, contando o pagamento residual, cerca de R$ 293 bilhões. Conforme levantamento do Estadão Verifica, de 2004 a 2018 o orçamento do Bolsa Família reajustado pela inflação, com mês de referência de dezembro de 2020, equivale a cerca de R$ 390 bilhões -- uma diferença de quase R$ 90 bilhões. Já em valores nominais -- isto é, sem o reajuste inflacionário -- o valor total é de R$ 269 bilhões.

Valor do Bolsa Família

O que Bolsonaro disse: que no Bolsa Família de Lula havia pessoas que recebiam R$ 42 por mês.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é impreciso. O menor valor pago pelo Bolsa Família foi no ano de 2005, durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): R$ 45,60 - em valores corrigidos pelo IPCA o benefício é de R$ 157,26. O valor mais alto da história foi durante o governo de Dilma Rousseff (PT), com média de R$ 155,90 (R$  339,90 com a correção pelo IPCA).

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Vacinas de covid

O que Bolsonaro disse: que não existia vacina à venda em 2020.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Em depoimento à CPI da Pandemia, o ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo disse que as negociações com o governo brasileiro começaram em maio de 2020, com ofertas de 30 e 70 milhões de doses a partir de agosto do mesmo ano. Segundo ele, apenas em 19 de março de 2021 foi assinado o primeiro contrato para a entrega de 100 milhões de doses. 

Desmate da Amazônia

O que Bolsonaro disse: que no governo de Lula entre 2003 e 2006 se desmatou a Amazônia duas vezes vezes mais que o seu governo .

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O desmatamento acumulado na Amazônia nos primeiros anos sob a gestão do ex-presidente Lula (2003 a 2005) foi um pouco mais que o dobro do ocorrido de 2019 a 2021. A área total desmatada na Amazônia Legal nos primeiros três anos do petista foi de 72.128 km². Já nos primeiros três anos sob Jair Bolsonaro, de 2019 a 2021, a perda acumulada de vegetação no bioma foi de 34.018 km², menos da metade, segundo dados do Prodes, o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O presidente omite, por sua vez, que a taxa herdada pelo petista foi quase o triplo da que ele encontrou ao assumir o poder, de acordo com um levantamento feito pelo UOL. Quando Lula chegou ao poder, em 2003, o desmatamento na Amazônia foi de 21.650 km². Já em 2018, quando Bolsonaro se elegeu, a taxa foi de 7.536 km², quase três vezes menor. 

A partir de 2005, o desmatamento no bioma começou a ser contido e registrou quedas sucessivas pelos anos seguintes. Quando Lula entregou o governo, em 2010, a taxa havia caído a um terço da registrada em 2002. A gestão bolsonarista, por sua vez, vem registrando sucessivas altas desde o início, acelerando a curva de crescimento que vinha desde 2017. O aumento acumulado do desmatamento sobre a gestão de Bolsonaro é de 73%. 

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CPI da Covid

O que Bolsonaro disse: que a CPI não achou nada sobre o presidente e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O presidente Jair Bolsonaro foi acusado formalmente de ter cometido nove crimes, após investigação da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Pandemia. O relatório aponta os crimes de prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.

País que mais vacinou

O que disse Bolsonaro: que o Brasil foi um dos países que mais vacinaram no mundo.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O Brasil é o 4º país que mais distribui doses em números absolutos (472,9 milhões). No entanto, o jeito mais correto de comparar países é pela quantidade de doses em relação ao tamanho de sua população. O Brasil cai para a 23º posição considerando-se apenas uma dose - 31º com duas doses e 38º com dose de reforço.

Compra da Covaxin

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O que Bolsonaro disse: que não teve corrupção porque não teve vacina (da Covaxin) no Brasil.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. De acordo com documentos do Ministério das Relações Exteriores, o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que era anunciado pela fabricante seis meses antes. 

A ordem para a compra da vacina partiu pessoalmente do candidato à reeleição Jair Bolsonaro, com cerca de três meses de negociação. Os recursos para a aquisição do imunizante chegaram a ser aplicados pelo governo, no entanto, a compra foi suspensa após investigação da Controladoria-Geral da União (CGU). A denúncia virou alvo da CPI da Covid em 2021. 

Em janeiro de 2022, a Polícia Federal (PF) finalizou um dos inquéritos sobre a negociação da compra da Covaxin, que não apontou crime de prevaricação de Jair Bolsonaro. O delegado federal responsável pela investigação alegou que o candidato à reeleição não tinha o "dever funcional'' de comunicar aos órgãos de investigação irregularidades eventuais, "das quais não faça parte como coautor ou partícipe".

Drauzio e 'gripezinha'

O que Bolsonaro disse: que o médico Dráuzio Varella teria minimizado a gravidade da covid-19, contrariamente à postura do governo federal, ao dizer que não passava de "uma gripezinha".

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Bolsonaro refere-se a um vídeo de Drauzio Varella que foi tirado de contexto nas redes sociais e já foi checado pelo Estadão Verifica.

A gravação era de 20 de janeiro de 2020, mais de um mês antes de o Brasil ter seu primeiro caso confirmado. Varella deu a declaração baseando-se nas informações disponíveis na época. Os conhecimentos sobre a pandemia evoluíram, e o médico gravou novos vídeos atestando a seriedade da doença e a necessidade de se resguardar para desacelerar o contágio.

Bolsonaro em debate da Band. Foto: AP Photo/Marcelo Chello

Orçamento secreto

O que Bolsonaro disse: Eu vetei o orçamento secreto e derrubaram o veto. Eu não tenho nada a ver com esse orçamento secreto.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Como revelou o Estadão, a primeira tentativa de viabilizar o orçamento secreto foi do Congresso Nacional, e Jair Bolsonaro (PL) vetou. O presidente, por sua vez, recuou do próprio veto e encaminhou para o Congresso o texto que criou o orçamento secreto. O projeto é assinado por Bolsonaro e a exposição dos motivos que o justifica leva a assinatura do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. 

Joaquim Barbosa e dinheiro da Petrobras

O que Bolsonaro disse: que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse que o "único que não pegou dinheiro da Petrobras" foi Jair Bolsonaro.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Barbosa não disse que  Bolsonaro foi o único que não pegou dinheiro da Petrobras. O magistrado apenas citou, em um julgamento relacionado ao Projeto de Lei de Falência, que Bolsonaro, na época do PTB, tinha votado contra a aprovação da proposta. O PL teve a interferência de atos de corrupção protagonizados por lideranças de partidos que apoiavam o governo petista na época.

Gasolina barata

O que Bolsonaro disse: que a redução do ICMS puxou o preço da gasolina lá pra baixo e fez com que tivéssemos uma das gasolinas mais baratas do mundo.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: não é bem assim. Embora a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) tenha contribuído para a redução do preço final dos combustíveis, a queda no preço da gasolina vendida às distribuidoras por parte da Petrobras foi um forte fator de influência para o barateamento do combustível. 

Visto que as variáveis que influenciam de forma mais robusta o preço da gasolina são o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio, esses são os principais fatores que incidem atualmente sobre o valor no Brasil e que fizeram com que a Petrobras anunciasse reduções. Por fim, segundo dados da Global Petrol Prices divulgados em 10 de outubro, o Brasil ocupa a 30ª posição no ranking de países com a gasolina mais barata do mundo.

Descontrole no mercado

O que Bolsonaro disse: que em nenhum momento houve medida do governo dele que "viesse causar descontrole no mercado ou oscilação no dólar".

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Nos últimos quatro anos, diversas medidas do governo Bolsonaro chegaram a causar temor entre os investidores, provocando quedas importantes da Bolsa de Valores. Um dos exemplos disso é o efeito que teve a intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras -- anunciada no dia 19 de fevereiro de 2021 -- com a exigência de troca no comando da petroleira e reclamações sobre a alta no preço dos combustíveis. Dois dias depois do anúncio, na segunda-feira, a medida do governo provocou forte turbulência no mercado financeiro e acabou respingando nas demais estatais. 

As ações das três principais estatais do País (Petrobrás, Banco do Brasil e Eletrobrás, que ainda era pública) perderam R$ 113,2 bilhões em dois dias. Só na Petrobras (incluindo parcela da BR Distribuidora) a queda foi de R$ 99,6 bilhões. As ações da empresa despencaram 20,48%. Pelo menos seis casas rebaixaram a recomendação para as ações e reduziram o preço-alvo da companhia para os 12 meses seguintes. No Banco do Brasil, o valor de mercado recuou R$ 12,6 bilhões em dois dias e, na Eletrobrás, quase R$ 900 milhões. Além disso, a Bolsa brasileira fechou nesse dia em queda de 4,87%, aos 112.667,70 pontos.

Outro exemplo de choque no mercado após decisão do governo Bolsonaro foi o anúncio da intenção de definir um valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil -- programa social que criado para substituir o Bolsa Família --, que causou uma nova leva de instabilidade no mercado financeiro, derrubando a Bolsa de Valores e fazendo o dólar subir com força no dia 19 de outubro de 2021. Com o medo do mercado em relação ao problema das contas públicas nacionais e com a possibilidade de rompimento do teto de gastos, a Bolsa caiu 3,29%, aos 110.672,76 pontos.

Endividamento da Petrobras

O que Bolsonaro disse: que a Petrobras se endividou em R$ 900 bilhões, valor que daria pra fazer 60 vezes a transposição do São Francisco.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é exagerado. A dívida bruta da Petrobras chegou a cerca de US$ 160 bilhões em 2014, segundo informações da empresa, considerando também os afretamentos, que passaram a ser considerados como dívida a partir de 2019. O número representa R$ 845 bilhões pela cotação do dólar deste domingo, 16 de outubro (R$ 5,28). O presidente comparou o valor com o custo total da transposição do Rio São Francisco, calculado em R$ 14,7 bilhões pelo governo federal. Bolsonaro relaciona esse endividamento a problemas de gestão, mas parte dele decorre, por exemplo, da captação de recursos para financiar a exploração das áreas do pré-sal.

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