Israel intercepta barco de ajuda humanitária a Gaza com Greta e brasileiro

Embarcação saiu do sul da Itália, no último domingo, 1º, levando alimentos, medicamentos e equipamentos ortopédicos para a população da Faixa de Gaza; governo israelense confirmou interceptação e disse que todos os passageiros ‘estão seguros e ilesos’

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Foto do autor Adriana Victorino
Atualização:

Israel interceptou um barco de ajuda humanitária que rumava em direção à Faixa de Gaza com 12 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg, na noite deste domingo, 8. O anúncio foi feito incialmente por meio de vídeos pré-gravados, liberados por familiares e apoiadores dos ativistas, assim que o grupo perdeu contato durante a travessia. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a interceptação em seguida.

“Todos os passageiros do ‘iate das selfies’ estão seguros e ilesos. Foram providenciados sanduíches e água para eles. O espetáculo acabou”, afirmou o Ministério em publicação no X.

Nas suas gravações, os ativistas pedem apoio urgente de seus respectivos governos diante da possibilidade de prisão e deportação.

Thiago Ávila e Greta Thunberg durante viagem com embarcação de ajuda humanitária para Gaza.  Foto: Freedom Flotilla Coalition

No vídeo de Thiago Ávila, único representante brasileiro na embarcação, o ativista afirma que, caso estivesse sob custódia, esperava que o governo atuasse para libertá-lo e rompesse relações com Israel.

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Pouco depois, sua esposa Lara divulgou uma gravação informando que os ativistas estavam sendo atacados por soldados israelenses, que já estariam subindo a bordo.

“Cobrem o Itamaraty, os parlamentares, todas as figuras públicas. Nós precisamos trazer o Thiago de volta, precisamos trazer todos de volta para suas casas”, pediu. Também foi divulgado um vídeo de Greta Thunberg, no qual a sueca afirma que o grupo foi “interceptado e sequestrado em águas internacionais”, e pede que o governo do seu país atue “o mais rápido possível” para garantir a libertação dos ativistas.

A Freedom Flotilla Coalition afirmou, em comunicado divulgado nas redes sociais, que o barco foi alvo de um ataque com “químicos não identificados” lançados por drones momentos antes da interceptação por forças israelenses.

Segundo a organização, os voluntários a bordo foram abordados por militares logo em seguida, e o contato com a embarcação foi perdido segundos depois. A coalizão apelou à comunidade internacional para que pressione os governos a agir, impondo sanções a Israel e exigindo garantias de segurança aos ativistas. “O que aconteceu com nossos voluntários é um pequeno vislumbre do que os palestinos em Gaza suportam diariamente”, afirmou a nota.

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O Itamaraty e a Secretaria de Comunicação da Presidência foram procurados, mas não retornaram até a publicação deste texto.