WASHINGTON - Autoridades do Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE) prenderam nesta sexta-feira, 5, centenas de trabalhadores de uma fabricante sul-coreana de baterias em uma fábrica da Hyundai na Geórgia.
Foram presas 475 pessoas, a maioria cidadãos sul-coreanos, em um canteiro de obras de uma fábrica de baterias para veículos elétricos.
A operação faz parte dos esforços do governo Donald Trump para deter a imigração ilegal. A Coreia do Sul, um importante aliado de Washington, tem investimentos no país e recentemente fechou um acordo tarifário com a Casa Branca.
Segundo Steven Schrank, agente especial responsável pelas Investigações de Segurança Interna da Geórgia a operação foi o ápice de uma investigação que durou vários meses, afirmou ele.

Schrank afirmou que os trabalhadores presos estavam nos Estados Unidos ilegalmente ou trabalhando ilegalmente. A operação teve como objetivo garantir “igualdade de condições para as empresas que cumprem a lei”, disse Schrank. A maioria dos presos foi mantida no centro de detenção de Folkston, na Geórgia, na noite de quinta-feira.
A fabricante de baterias, LG Energy Solution, coproprietária da fábrica com a Hyundai Motor Group, afirmou em comunicado que funcionários de ambas as empresas foram detidos.
A Hyundai afirmou em comunicado que, até onde a empresa sabia, nenhum dos detidos era funcionário da Hyundai.
“Estamos monitorando de perto a situação e trabalhando para entender as circunstâncias específicas”, disse a Hyundai na sexta-feira.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul confirmou na sexta-feira que havia sul-coreanos entre os detidos, sem informar quantos.
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Alguns cidadãos americanos e residentes permanentes legais haviam sido detidos inicialmente e estavam sendo liberados.
Charles Kuck, advogado de imigração em Atlanta, disse que dois de seus clientes, que estavam no país sob um programa de isenção de visto que lhes permite viajar a turismo ou a negócios por estadias de 90 dias ou menos sem obter um visto, foram pegos na operação.
“Meus clientes estavam fazendo exatamente o que lhes era permitido pela isenção de visto — participar de reuniões de negócios”, disse ele na sexta-feira, observando que um deles “tinha acabado de chegar na terça-feira e partiria na semana que vem”.

“Parece que o ICE foi um tanto zeloso ao prender não-imigrantes que estavam claramente obedecendo à lei”, disse ele.
James Woo, diretor de comunicações do escritório de Atlanta da Asian Americans Advancing Justice, que defende a minoria asiática no Estado, disse que passou o dia todo ao telefone com residentes sul-coreanos em toda a Geórgia.
“As pessoas estão em choque”, disse Woo, acrescentando que havia profunda preocupação com a forma como os presos estavam sendo tratados pelos funcionários do ICE. Ele observou que a comunidade coreana em Savannah era pequena e “nunca se integrou” à fábrica e seus trabalhadores. / NYT





