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Biden defende criação de Estado palestino como solução de conflito entre Israel e o Hamas

Presidente dos EUA disse que guerra precisa chegar ao fim com dois Estados que coexistam lado a lado

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Por Redação

THE NEW YORK TIMES – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira, 16, que o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas precisa chegar ao fim com a criação de um Estado palestino “real” que coexista ao lado do Estado israelense.

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Biden acrescentou que os assessores do governo negociam com os países árabes as próximas decisões políticas relacionadas ao conflito, mas não deu detalhes. “Posso dizer a vocês, não acho que acabe até que haja uma solução de dois Estados”, disse Biden em entrevista coletiva em São Francisco após a cúpula com o líder da China, Xi Jinping.

A necessidade de uma solução de dois Estados têm sido enfatizada publicamente nos últimos dias pelas autoridades americanas. Antes de Biden, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, ressaltou essa necessidade. Apesar de ter se tornado um objetivo político dos EUA, nenhum governo recente conseguiu avançar na questão.

Imagem mostra o presidente dos EUA, Joe Biden, durante entrevista coletiva na Califórnia na terça-feira, 15. Líder americano defende criação de Estado da Palestina para solucionar conflito com Israel Foto: Doug Mills / NYT

O presidente americano afirmou ainda que não sabe quando Israel deve interromper a guerra em Gaza e que os combates terminariam quando o Hamas não pudesse mais fazer “coisas horríveis” com os israelenses. Ele acrescentou que o grupo terrorista mantêm armas e outros equipamentos sob hospitais em Gaza, em meio às críticas contra Israel por causa da operação militar no hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.

Autoridades israelenses receberam informações da inteligência americana sobre operações do Hamas dentro do hospital e invadiram o local esta semana. Segundo Israel, o hospital fica no topo de um importante centro da rede de túneis do Hamas e o grupo terrorista armazena armas na área.

Biden disse que as forças israelenses estão permitindo que médicos e enfermeiros em Al-Shifa saiam do perigo. “Esta é uma história diferente do que acredito que estava ocorrendo antes com bombardeios indiscriminados”, declarou.

Libertação de reféns

Terroristas do Hamas e de outros grupos militantes mataram cerca de 1,2 mil pessoas em 7 de outubro no sul de Israel. O grupo também sequestrou cerca de 240 pessoas. Em resposta, Israel atacou Gaza e matou, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, 11 mil pessoas, cerca de 40% crianças.

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O Hamas libertou quatro reféns desde 7 de outubro e disse recentemente a Israel, por meio de mediadores no Catar, que está disposto a libertar cerca de 50 outros, todas mulheres e crianças, se algumas condições forem atendidas. Isso inclui a libertação por Israel de um número semelhante de mulheres e crianças palestinas mantidas prisioneiras, disse uma autoridade informada sobre as negociações.

Autoridades israelenses disseram que o Hamas tem pelo menos 100 mulheres e crianças e deve libertá-las todas. Os negociadores também discutem a possibilidade de Israel pausar os ataques por três dias para permitir a libertação de reféns em grupos.

Biden disse estar “levemente esperançoso” de que alguns reféns sejam libertados, mas acrescentou que não sabe o que ocorreu durante as negociações nas últimas quatro horas. Ele acrescentou que os Estados Unidos têm trabalhado bem com o Catar, que abriga um escritório para os líderes políticos do Hamas, para tentar garantir a libertação dos reféns.

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