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Brasileiro que parou ataque a faca em Dublin ganha R$ 1,5 mi para comprar cerveja como agradecimento

Entregador brasileiro Caio Benicio, de 43 anos foi homenageado por irlandeses após salvar crianças de ataque na Irlanda

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Por Redação
Atualização:

Uma campanha online em favor do brasileiro que deteve o ataque em Dublin, na Irlanda, arrecadou quase 330 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) até a manhã deste sábado, 25. O objetivo da “vaquinha” é comprar cerveja para o entregador brasileiro Caio Benicio, de 43 anos.

Caio se tornou conhecido na quinta-feira, 23, depois de interromper um ataque a facas que deixou cinco pessoas feridas, entre elas dois adultos e três crianças. O suspeito foi preso e, segundo a polícia irlandesa, o ataque não teve motivação “terrorista”.

Caio Benicio, de 43 anos, conteve esfaqueador em Dublin Foto: Brian Lawless/PA Images

“O homem é um herói e o mínimo que podemos fazer é comprar uma cerveja para ele. Então, peço que você doe o preço de uma cerveja Guinness em sua localidade para Caio, para que ele saiba que o povo de Dublin o aprecia”, diz o texto da campanha de arrecadação.

Segundo a polícia, uma menina de cinco anos e a mulher, na casa dos 30, estão “gravemente” feridos.

Manifestações

Depois do ataque interrompido por Caio, manifestantes da extrema direita realizaram uma série de protestos após a suspeita do ataque ter sido cometido por um imigrante. Os protestos deixaram um rastro de destruição em Dublin.

Os manifestantes queimaram ônibus, bondes e veículos de polícia e mostraram faixas de “Irish Lives Matter” (as vidas dos irlandeses importam, em tradução livre) na noite da quinta-feira. Frases anti-imigração também foram ouvidas nas manifestações, que ocorreram em bairros com uma população imigrante alta. O chefe da polícia da Irlanda, Drew Harris, disse que “não via há décadas” atos semelhantes no país.

Protestos deixaram rastro de destruição em Dublin Foto: Brian Lawless/PA via AP

Rumores se espalharam na internet de que o autor seria ou teria origem imigrante. Segundo a BBC, o homem tinha cidadania da Irlanda e estava no país há 20 anos.

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