Como uma tecnologia de vigilância tornou os imigrantes ‘alvos fáceis’ para Trump

A Geo Group, empresa privada de prisões que desenvolve ferramentas digitais para rastrear imigrantes, torna-se uma das grandes vencedoras do governo Trump, com sua tecnologia cada vez mais utilizada nas deportações

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Por Paul Mozur (The New York Times), Adam Satariano (The New York Times) e Aaron Krolik
Atualização:

Após a chegada de um imigrante hondurenho aos Estados Unidos em 2022, autoridades ordenaram que ele usasse um aplicativo fornecido pelo governo como parte de um programa de vigilância imigratória.

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Pelo menos uma vez por semana, o imigrante, um ex-policial hondurenho que morava na Louisiana, tirava uma selfie pelo aplicativo de reconhecimento facial para confirmar sua identidade e localização. Ao abrir mão de parte de sua privacidade, ele evitou ser colocado em um centro de detenção e obteve uma autorização de trabalho.

Em fevereiro, ele recebeu uma mensagem: deveria apresentar-se a um escritório de imigração para que a tecnologia de rastreamento pudesse ser atualizada. Quando chegou, agentes federais o aguardavam. Eles o algemaram e o colocaram em um veículo com destino a um centro de detenção, onde ele está desde então, de acordo com o relato de sua mulher e de Jacinta González, chefe de programas do grupo de advocacia MediaJustice, que trabalha com o imigrante detido. Ele e a esposa não quiseram ser identificados por medo de prejudicar seus procedimentos jurídicos.

Uma imigrante com pedido de asilo pendente exibe sua tornozeleira eletrônica em Hayward, Califórnia, em 1º de março de 2019 Foto: Jim Wilson/NYT

O criador do aplicativo que ele utilizou foi o Geo Group, a maior operadora de prisões privadas dos Estados Unidos. Na década mais recente, a empresa também construiu um lucrativo negócio paralelo de ferramentas digitais — incluindo tornozeleiras eletrônicas, relógios inteligentes e aplicativos de rastreamento — para monitorar imigrantes em nome do governo federal.

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Esses produtos agora estão auxiliando os esforços de deportação do presidente Trump, fornecendo ao Departamento de Imigração e Alfândega o paradeiro de imigrantes não autorizados, de acordo com grupos de assistência jurídica e organizações de imigração. Não foram divulgados números a respeito do número de prisões feitas pelo programa de monitoramento digital, mas grupos de assistência jurídica estimam que tenha sido pelo menos na casa das centenas. Mais de 30 mil imigrantes foram presos nos primeiros 50 dias de Trump no cargo, de acordo com o Departamento de Segurança Interna.

“São pessoas que estão sendo monitoradas com precisão”, disse Laura Rodriguez, advogada do American Friends Service Committee, uma organização de assistência jurídica em Nova Jersey com vários clientes no programa de monitoramento que foram detidos. “São simplesmente alvos fáceis.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante uma reunião bilateral com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, em Washington  Foto: Eric Lee/NYT

O uso da tecnologia do Geo Group tornou a empresa uma das grandes vencedoras do governo Trump até o momento. Mesmo com os cortes de custos em todo o governo federal, suas agências concederam ao Geo Group novos contratos federais para abrigar imigrantes ilegais. E o Departamento de Segurança Interna (DHS) está avaliando a renovação de um contrato de longa data com a empresa — avaliado em cerca de US$ 350 milhões no ano passado — para rastrear as cerca de 180.000 pessoas atualmente no programa de vigilância.

Parlamentares republicanos e assessores do governo também pediram mais vigilância dos imigrantes, incluindo a expansão do rastreamento de localização e a aplicação mais rigorosa do toque de recolher.

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As políticas de imigração de Trump impulsionaram o preço das ações do Geo Group e mantiveram seu preço alto mesmo com a oscilação do mercado de ações. Embora o monitoramento digital gere apenas cerca de 14% de sua receita anual de US$ 2,4 bilhões, a empresa, sediada em Boca Raton, Flórida, afirmou que sua vigilância dos imigrantes pode mais que dobrar. As margens de lucro do negócio de monitoramento giram em torno de 50%.

“O Geo Group foi criado para este momento único na história do nosso país e para as oportunidades que ele trará”, disse George Zoley, fundador da empresa, em uma teleconferência com investidores dias após a eleição de Trump.

Imigrantes presos são transferidos de ônibus operados pela empresa GEO Group para um avião do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), em Seattle  Foto: David Ryder/AFP

Rastreamento

O programa de rastreamento supervisionado pelo Geo Group, chamado Alternatives to Detention [Alternativas à Detenção], foi criado para monitorar imigrantes não autorizados que enfrentam potencial deportação. Em vez de serem colocados em centros de detenção ou liberados no país sem supervisão, os imigrantes recebem dispositivos de rastreamento de localização. Eles devem responder rapidamente aos alertas enviados aos dispositivos para confirmar seu paradeiro ou correm o risco de serem punidos.

O programa destaca o papel crescente da tecnologia na proteção das fronteiras, com a demanda por ferramentas digitais robustas abrindo caminhos lucrativos para a indústria privada e, ao mesmo tempo, expandindo a autoridade governamental. O boom beneficiou empresas como Palantir, Anduril e Cellebrite, que conquistaram contratos governamentais.

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Apoiadores elogiaram a eficácia e a economia de custos das ferramentas do Geo Group, mas críticos alertaram que o uso da tecnologia pode levar a uma vigilância mais profunda das comunidades de imigrantes.

“O governo a apresenta como uma alternativa à detenção”, mas “nós a vemos como uma expansão da detenção”, disse Noor Zafar, advogada sênior da União Americana pelas Liberdades Civis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina a lei Laken Riley, que aumenta a pena para imigrantes que cometem crimes nos Estados Unidos, em homenagem a uma adolescente que foi morta por um imigrante venezuelano que entrou no país ilegalmente  Foto: Doug Mills/NYT

Ao mesmo tempo, os produtos do Geo Group têm sido problemáticos e caros, de acordo com mais de uma dezena de funcionários e ex-funcionários e autoridades governamentais, bem como uma análise do contrato federal da empresa e outros registros.

Cada vez que um imigrante envia uma selfie para fazer check-in pelo aplicativo SmartLink da empresa, o que pode acontecer milhões de vezes por ano, o governo federal paga cerca de US$ 1, de acordo com trechos do contrato governamental do Geo Group obtidos pelo New York Times. A empresa cobra US$ 3 por dia para qualquer imigrante que use seu smartwatch VeriWatch. Se o relógio for perdido, o Geo Group cobra do governo US$ 380, mais do que o custo de um Apple Watch SE.

O ICE afirmou em um comunicado que o programa de monitoramento “aumenta efetivamente as taxas de comparecimento em tribunais e o cumprimento das condições de liberação”. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário.

Matthew Albence, então diretor interino do Departamento de Imigração e Alfândega, conversa com repórteres após liderar um tour pelo Centro Residencial Familiar do Sul do Texas em Dilley, Texas, em 23 de agosto de 2019. Foto: Ilana Panich-linsman/NYT

Tentativas de modificar o programa e abrir o contrato a licitações rivais foram frustradas pelo lobby e pelas conexões do Geo Group no Capitólio e dentro do ICE, de acordo com altos funcionários do DHS e membros da equipe do Congresso. Alguns funcionários seniores do ICE passaram a trabalhar na empresa.

O Geo Group encaminhou ao ICE questões a respeito de como sua tecnologia de monitoramento está sendo usada pelo governo Trump. Em um comunicado, o Geo Group afirmou que “nunca se manifestou a favor ou contra, nem jamais desempenhou qualquer papel na definição de políticas de imigração”. A empresa acrescentou que seus serviços são “monitorados de perto, de acordo com rigorosos padrões contratuais governamentais”.

Zoley, cuja família se mudou da Grécia para os Estados Unidos quando ele era criança, fundou o Geo Group em 1984 como uma divisão de uma empresa de segurança. Quando a população carcerária explodiu na década de 1980, a empresa expandiu-se para a administração de prisões privadas. Atualmente, possui cerca de 100 instalações.

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Em 1986, o Geo Group ganhou um contrato com o ICE para construir uma unidade de processamento de imigrantes em Aurora, Colorado, com capacidade para até 150 pessoas. Na década de 2000, a imigração havia se tornado um negócio importante, que oscilava de acordo com quem estava na Casa Branca e qual partido controlava o Congresso.

Ônibus operado pela GEO Group transfere imigrantes que entraram nos EUA ilegalmente para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), em Seattle  Foto: David Ryder/AFP

Para diversificar, o Geo Group recorreu à vigilância digital. Em 2011, a empresa pagou US$ 415 milhões pela Behavioral Interventions, uma empresa do Colorado fundada na década de 1970 para rastrear gado e que havia se expandido para monitorar pessoas em liberdade condicional. A Behavioral Interventions tinha um contrato exclusivo com o ICE para monitorar digitalmente milhares de imigrantes recém-chegados.

Zoley chamou a aquisição de “transformadora”. Ele provou que estava certo quando o governo investiu centenas de milhões de dólares em vigilância remota de imigrantes na década seguinte, especialmente durante o governo Biden.

A ideia era que a vigilância remota de imigrantes em processo de remoção reduziria a carga sobre os centros de detenção já lotados, aliviaria os agentes do ICE do trabalho braçal e economizaria dinheiro. O monitoramento digital de um imigrante custa cerca de US$ 4,20 por dia, contra cerca de US$ 150 por dia em um centro de detenção, de acordo com o ICE.

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“O programa visa garantir que saibamos quem são essas pessoas e que elas estejam sob um nível adequado de supervisão”, disse Deborah Fleischaker, chefe de gabinete do ICE durante o governo Biden.

Avião fretado pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) carrega malas de imigrantes ilegais que foram detidos pelo governo Trump, em Seattle  Foto: David Ryder/AFP

Em 2022, mais de 300.000 imigrantes estavam inscritos no programa. As vendas do Geo Group dispararam, mas, em 2023, a receita caiu.

A empresa fez lobby para expandir a vigilância, disse Jason Morín, professor de ciência política na Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge, que estuda o Geo Group. Antes das eleições de 2024, uma subsidiária do Geo Group doou mais de US$ 2 milhões em contribuições de campanha para candidatos republicanos, com a maior parte destinada a grupos que apoiam Trump e candidatos ao Congresso, de acordo com registros da Comissão Eleitoral Federal.

Analistas de Wall Street incluíram o Geo Group, que tem cerca de 18 mil funcionários, em ideias para ações que teriam um bom desempenho caso Trump fosse eleito. Sem concorrência real, alguns estimaram que o negócio de monitoramento digital da empresa geraria quase US$ 700 milhões em receita cumulativa até 2026. Seus maiores acionistas incluem a BlackRock e a Vanguard.

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Vida em um raio determinado

Para muitos imigrantes ilegais que não são detidos na fronteira, a perigosa jornada para os Estados Unidos termina dentro do sistema de vigilância do Geo Group.

Após se entregarem aos agentes de imigração, eles recebem uma tornozeleira eletrônica, um smartwatch ou um smartphone com o aplicativo de monitoramento da empresa. Em vez de serem supervisionados por agentes do ICE, eles são monitorados por especialistas do Geo Group.

Com o programa, os imigrantes vivem com mais liberdade nos Estados Unidos durante um processo legal que pode se estender por anos. A contrapartida é o monitoramento constante. O aplicativo do Geo Group tem permissão para rastrear continuamente a localização de um usuário, de acordo com uma análise de seu código feita pelo Times.

Agentes do ICE prendem Arnuel S. Marquez Colmenarez, após ele chegar em um tribunal para ser indiciado por contravenção em um tribunal em Nashua, New Hampshire Foto: Judiciário de New Hampshire / AP

Uma especialista do Geo Group no Nordeste, que não quis ser identificada por medo de retaliação, descreveu o uso de um software semelhante ao Google Maps para verificar a localização dos imigrantes. Se os imigrantes não estivessem em casa ou mentissem a respeito do seu paradeiro durante o check-in, eles recebiam uma notificação. Se um imigrante recebesse três notificações, o especialista informava um agente do ICE, que poderia aumentar o monitoramento, deter a pessoa ou agilizar sua deportação.

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Funcionários do Geo Group em escritórios de campo de Massachusetts ao Alabama disseram que frequentemente enfrentavam dificuldades para monitorar até 300 imigrantes simultaneamente. A especialista no Nordeste lembrou que foi solicitada a fazer 12 visitas domiciliares a imigrantes em um único dia. Cada uma era limitada a cinco minutos, apesar da exigência de um relatório completo a respeito das condições de vida do imigrante, disse ela. O Geo Group cobrava do DHS até US$ 88 por visita.

Aqueles sob vigilância têm restrições quanto aos locais para onde podem viajar, disseram advogados e grupos de direitos dos imigrantes. Se os imigrantes saírem de uma área definida onde podem estar, o software alerta os agentes responsáveis pelo caso deles. Como muitos check-ins precisam ser feitos de casa em um dia determinado — digamos, uma sexta feira, das 9h às 17h — as pessoas frequentemente ficam presas esperando, o que afeta sua capacidade de trabalhar ou realizar certas tarefas do dia a dia.

“Qualquer que seja o raio imposto, esse se torna o alcance da vida deles”, disse Laura Rivera, advogada sênior da Just Futures Law, que se concentra no uso de tecnologia para a fiscalização da imigração.

O Geo Group armazena os dados coletados pelo programa de vigilância em seus servidores privados, dificultando o acesso e a análise pelo governo, disseram autoridades atuais e antigas do ICE. Ex-funcionários da empresa descreveram problemas técnicos, como a dependência de servidores desatualizados que travavam com frequência, baterias fracas nos smartwatches da empresa e um bug em que o aplicativo ocasionalmente deixava de informar o imigrante para fazer o check-in, o que poderia resultar em uma multa.

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Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA detêm uma pessoa, em 27 de janeiro de 2025, em Silver Spring, Maryland. Foto: Alex Brandon/AP

Contrato mantido

Em 2022, com o crescimento exponencial dos negócios de monitoramento digital do Geo Group, alguns funcionários do Departamento de Segurança Interna do governo Biden questionaram o custo e a eficácia do programa de rastreamento.

Os funcionários do DHS se reuniram para elaborar um plano para alterá-lo, incluindo padrões para avaliar o risco de cada imigrante cometer um crime ou fugir e qual nível de vigilância isso justificaria, disseram seis pessoas familiarizadas com as conversas, que pediram anonimato para discutir as deliberações internas. Os funcionários queriam dividir o contrato em três partes para solicitar novas propostas, disseram as pessoas. Na mesma época, os funcionários de tecnologia do DHS foram solicitados a desenvolver alternativas mais baratas ao Geo Group.

As medidas ameaçaram o envolvimento do Geo Group no programa de monitoramento, com grandes implicações para seus resultados financeiros. A empresa começou a fazer lobby para interromper os planos, de acordo com funcionários da agência e membros da equipe do Capitólio.

Conservadores e alguns funcionários de carreira do ICE aderiram. Thomas D. Homan, que na época trabalhava para um grupo conservador de imigração e agora é o czar da fronteira de Trump, escreveu um editorial no Breitbart atacando os planos e o funcionário de nível médio do governo Biden responsável por eles. Um grupo conservador criou um site dedicado a atacar o funcionário.

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Tom Homan, o czar da fronteira do governo Trump, conversa com jornalistas na Casa Branca  Foto: Eric Lee/NYT

Daniel Bible, chefe de operações de fiscalização e remoção do ICE na época, também paralisou as mudanças, ordenando longas revisões e atrasando as aprovações, disseram duas pessoas. No ano passado, ele ingressou no Geo Group como executivo. Ele não respondeu a uma mensagem pedindo comentários.

Os esforços acabaram fracassando, e os planos para desenvolver alternativas mais baratas à tecnologia do Geo Group nunca foram além dos testes.

O Geo Group disse que as alegações de que havia bloqueado mudanças no programa de vigilância “fazem parte de um esforço politizado de grupos que defendem fronteiras abertas para interferir nos esforços de fiscalização da imigração do governo federal e abolir a fiscalização da imigração em larga escala”.

Desde que Trump assumiu o cargo, menos imigrantes cruzaram a fronteira, já que o presidente sancionou leis como a Lei Laken Riley, que determina o aumento das detenções de imigrantes com antecedentes criminais em instalações como as do Geo Group.

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A nova lei também pode exigir “um aumento significativo no monitoramento eletrônico”, disse Zoley em uma teleconferência de resultados em fevereiro, acrescentando que sua empresa estava pronta para ampliar sua vigilância “em várias centenas de milhares e até vários milhões de participantes, conforme necessário”.

A tecnologia do Geo Group tem ajudado repetidamente os agentes do ICE a realizar deportações, disseram grupos de assistência jurídica. Em janeiro, agentes do ICE na Geórgia rastrearam um imigrante até um local de trabalho e o detiveram, enquanto outro foi abduzido do lado de fora de uma igreja, disseram os grupos. Mais recentemente, um imigrante em Nova Jersey recebeu uma ligação de um funcionário do Geo Group pedindo que ele saísse de casa porque o rastreador não estava recebendo sinal. Os agentes estavam esperando por ele.

Grupos de assistência jurídica disseram temer que a vigilância em breve fosse usada para operações maiores. Em 2019, durante o primeiro governo Trump, agentes no Mississippi usaram dados coletados das ferramentas do Geo Group para ajudar a obter um mandado de busca e apreensão em uma fábrica de processamento de frango. A operação subsequente, que incluiu locais de trabalho em todo o estado, levou à detenção de 680 imigrantes. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL