Israel e Irã trocam ataques: entenda em vídeos, fotos e infográficos o conflito entre os países

Israel ataca instalações nucleares e militares do Irã, que revida com mísseis balísticos e drones; três pessoas morreram em Israel, e 80 ficaram feridas; Teerã fala em 78 mortos

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Por Redação
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Irã fura defesas de Israel com mísseis balísticos e atinge o centro de Tel-Aviv

Crédito: AP

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TEL-AVIV - As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma operação sem precedentes contra o Irã para tentar aniquilar o programa nuclear iraniano.

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Chamada de “Leão em ascensão”, a operação israelense não tem prazo para terminar, segundo o premiê Binyamin Netanyahu, e atingiu centenas de alvos em território iraniano.

Os primeiros alvos de Israel foram atingidos na sexta-feira, 13 (ainda noite de quinta-feira, 12, no horário de Brasília). Caças israelenses bombardearam as principais instalações nucleares iranianas, causando estrago significativo, segundo a IDF.

Ao mesmo tempo, inúmeros alvos militares de alta patente começaram a ser atingidos, dizimando a cúpula militar iraniana, e eliminando também diversos cientistas responsáveis pelo programa nuclear iraniano. Israel diz que 9 cientistas morreram, mas Teerã nega, e confirma a morte de apenas 3.

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Em resposta, o Irã lançou ao menos 200 mísseis balísticos contra Israel em quatro barragens em momentos próximos. Três pessoas morreram em Israel e 82 ficaram feridas depois que mísseis iranianos furaram as defesas do poderoso sistema Domo de Ferro.

Entenda abaixo o que ocorreu entre Israel e o Irã:

Uma explosão é vista durante um ataque com mísseis em Tel-Aviv, Israel Foto: Tomer Neuberg/AP

Israel ataca centrais nucleares iranianas

Israel bombardeou diversos alvos no Irã, no que chamou de “ataques preventivos” em meio ao acirramento das tensões no Oriente Médio. Os ataques começaram na noite de quinta-feira, 12, e continuaram nesta sexta-feira, 13.

Os ataques permaneceram no sábado, 14, em uma grande operação contra a alta cúpula do país persa e o programa nuclear do Irã.

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Israel atacou a principal instalação de enriquecimento nuclear do Irã em Natanz, atingindo um complexo subterrâneo que abrigava centrífugas.

Tel-Aviv também atacou pelo menos seis bases militares ao redor da capital, Teerã, residências em dois complexos de alta segurança para comandantes militares e vários prédios residenciais ao redor de Teerã, de acordo com informações do The New York Times.

Fumaça sobe após uma explosão em Teerã, no Irã Foto: Vahid Salemi

Os ataques israelenses ocorreram em um momento em que os Estados Unidos de Donald Trump tentava costurar um novo acordo nuclear com Teerã a fim de conter seus avanços nucleares. Tel-Aviv, no entanto, alegou que o Irã havia conseguido material físsil suficiente para preparar um arma nuclear.

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Nos últimos anos, o mundo viu uma escalada dos conflitos no Oriente Médio, e o Irã esteve envolvido com todos os focos de tensão na região.

Novos ataques israelenses na sexta

Minutos antes da retaliação iraniana, Israel havia comunicado uma segunda onda de ataques ao Irã.

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Um dos alvos foi a cidade de Isfahan, um dos principais centros do programa nuclear iraniano, que fica a cerca de 350 quilômetros a sudeste de Teerã e emprega milhares de cientistas nucleares. Também abriga três reatores de pesquisa e laboratórios chineses associados ao programa atômico do país.

O exército israelense também informou no sábado que realizou uma onda de ataques aéreos durante a noite em Teerã, capital do Irã. Os alvos incluíam bases de mísseis terra-ar, em um esforço para enfraquecer as defesas aéreas iranianas ao redor da cidade, segundo o exército.

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Tensões entre os dois países voltaram a aumentar há semanas. Crédito: Forças de Defesa de Israel/X

O Irã informou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que as instalações nucleares de Fordo e Isfahan, no centro do país, foram impactadas pelos ataques israelenses, afirmou o chefe da organização.

“As autoridades iranianas nos informaram sobre ataques em outras duas instalações, na usina de enriquecimento de combustível de Fordo e Isfahan”, onde há uma “usina de conversão de urânio”, disse o diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, durante um discurso em vídeo para o Conselho de Segurança da ONU.

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Fumaça e fogo saem do local de um suposto ataque israelense no sul de Teerã em 13 de junho de 2025 Foto: Atta Kenare/ATTA KENARE

Morte de líderes militares

Os ataques mataram três dos principais líderes da Guarda Revolucionária do Irã e cientistas ligados ao programa nuclear da teocracia.

O major general Mohammad Bagheri, chefe de Estado-Maior das Forças Armadas e o segundo comandante mais alto do Irã depois do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, foi morto no bombardeio. Bagheri se destacou na Guarda Revolucionária durante a guerra Irã-Iraque e foi nomeado chefe do Estado-Maior em 2016. Este é o cargo militar mais alto do país.

O general Hossein Salami também foi morto durante a madrugada. Ele se destacou na guerra Irã-Iraque e se tornou vice-comandante militar em 2009. Dez anos depois, ele foi anunciado como chefe da Guarda Revolucionária do Irã e desempenhou um papel fundamental na política externa do Irã. Salami havia sido sancionado pela ONU e pelos EUA por seu envolvimento nos programas nuclear e militar do Irã.

Outros dois militares foram mortos por Israel. O general Gholamali Rashid, comandante-chefe adjunto das Forças Armadas, e o general Amir Ali Hajizadeh, chefe do programa de mísseis da Guarda Revolucionária do Irã.

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Nos ataques de sabado, dois subcomandantes do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas também foram mortos.

Importantes cientistas da área nuclear também morreram. Entre eles estão Fereydoun Abbasi, ex-chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, e Mohammad Mehdi Tehranchi, físico teórico e presidente da Universidade Islâmica Azad em Teerã.

Israel bombardeia o Irã em ofensiva para minar programa nuclear do país

Ataque de drones também acertou áreas residenciais de Teerã.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, disse em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU que o “ataque bárbaro e criminoso” e os assassinatos seletivos de Israel foram contra altos oficiais militares e cientistas nucleares — mas “a esmagadora maioria” das vítimas eram civis, incluindo mulheres e crianças.

O embaixador disse que 78 pessoas foram mortas e mais de 320 ficaram feridas nos ataques israelenses. Ele disse que Israel está realizando mais “atos de agressão” visando vários locais civis e militares em diversas cidades iranianas. “Essas atrocidades constituem atos claros de terrorismo de Estado e flagrante violação do direito internacional”, disse Iravani.

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Irã prometia retaliação

A resposta iraniana já era esperada depois dos ataques israelenses, mas parece ter pegado Tel-Aviv de surpresa devido a sua extensão.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, deu suas primeiras declarações nas quais afirmou que a resposta do Irã seria dura e o destino de Israel, doloroso e amargo, após os bombardeios contra alvos militares e nucleares persas.

“À grande nação iraniana, o regime sionista cometeu com sua mão maligna e sangrenta um crime em nosso querido país e revelou ainda mais sua natureza perversa ao atacar áreas residenciais. Eles devem esperar uma resposta dura”, disse o aiatolá.

Fumaça após um ataque de míssil em Tel-Aviv Foto: Leo Correa/AP

O estrondo das explosões pôde ser ouvido por toda Jerusalém, e nuvens de fumaça subindo em Tel-Aviv. Na capital vários vídeos captaram o momento em que mísseis atingiram o solo.

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No sábado, três pessoas morreram no centro de Israel quando um míssil atingiu perto da região, de acordo com o Magen David Atom, o serviço de emergência israelense.

Várias casas foram gravemente danificadas no ataque, que, segundo o exército israelense, ocorreu em Rishon LeZion, uma cidade ao sul de Tel Aviv.

O exército israelense também informou no sábado que realizou uma onda de ataques aéreos durante a noite em Teerã, capital do Irã. Os alvos incluíam bases de mísseis terra-ar, em um esforço para enfraquecer as defesas aéreas iranianas ao redor da cidade, segundo o exército.

Presidente do Irã promete retaliação contra Israel; população pede vingança

Crédito: AFP

O Irã afirma que 78 pessoas, na maioria civis, foram mortas em ataques israelenses. Dois subcomandantes do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas foram mortos durante esses ataques, informou a mídia estatal iraniana.

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou em um comunicado que o Irã “ultrapassou a linha vermelha” ao disparar mísseis contra áreas povoadas. Ele alertou que “o regime dos aiatolás pagaria um preço muito alto” por suas ações.

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu divulgou uma mensagem gravada dirigida ao povo iraniano, afirmando que “a luta de Israel não é com vocês”. “O regime islâmico que os oprime há quase 50 anos ameaça destruir meu país, o Estado de Israel”, disse ele. “À medida que alcançamos nossos objetivos, também estamos abrindo caminho para que vocês conquistem sua liberdade.” /AP, NYT e W.Post