PUBLICIDADE

EUA anunciam que Opas irá investigar o programa Mais Médicos

País havia condicionado aporte à Organização Pan-Americana de Saúde à avaliação do Mais Médicos

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

WASHINGTON - O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou nesta quarta-feira, 15, que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) irá investigar a contratação de médicos cubanos enviados ao Brasil.

Em junho, Pompeo exigiu da Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prestasse contas por "explorar" médicos cubanos no Brasil. Foto: Andrew Harnik / POOL / AFP

PUBLICIDADE

Os Estados Unidos haviam ameaçado que só manteriam seu aporte financeiro à Opas, o equivalente a mais da metade do orçamento da organização, quando uma comissão independente fosse criada para avaliar o programa de envio de médicos cubanos.

"O governo dos Estados Unidos comemora a decisão da Opas de iniciar uma investigação independente para revisar seu papel no programa Mais Médicos", informou Pompeo.

Em abril, a diretora da Opas, Clarissa Etienne, revelou à imprensa que cerca de 60% do financiamento da organização é oriunda dos Estados Unidos, um aporte que classificou de "fundamental".

A AFP enviou um pedido à Opas para confirmar o início da investigação.

Mais de 8.000 médicos cubanos participaram de 2013 a 2018 do "Mais Médicos", um programa criado para atender regiões pobres e zonas rurais do Brasil, em convênio com a Opas.

A venda de serviços médicos é a principal fonte de renda de Cuba, que em 2018 recebeu 6,3 bilhões de dólares por missões em todo mundo, segundo números oficiais.

Publicidade

Em meados de junho, Pompeo exigiu da Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prestasse contas por "explorar" médicos cubanos no Brasil.

A Opas "precisa explicar como chegou a enviar 1,3 bilhão de dólares ao assassino regime de (Fidel) Castro" e "por que não buscou a aprovação do Comitê Executivo para participar deste programa", criticou na época Pompeo./AFP

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.