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Incêndio em Cuba: fogo atinge terceiro tanque de petróleo em Matanzas

Chamas continuam se espalhando desde sexta-feira, quando um raio caiu em um dos oito tanques na base de armazenamento de combustíveis da cidade cubana

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Por Redação

MATANZAS, CUBA - Um terceiro depósito na base de armazenamento de combustíveis de Matanzas, na região oeste de Cuba, foi atingido por um incêndio e desabou nesta segunda-feira, 8, informaram as autoridades, enquanto buscam conter o fogo que começou na sexta-feira, tomou outros dois tanques de petróleo e deixa ao menos um morto, 16 desaparecidos e 100 feridos.

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“O terceiro tanque também desabou, depois que o combustível vazou do segundo e comprometeu ainda mais a situação durante a madrugada”, afirmou o governador da província de Matanzas, Mario Sabines, à televisão estatal. Ele disse que a situação é “muito complexa, com três tanques em chamas” e a área de incêndio “bastante ampla”.

A Base de Supertanqueros fica no cinturão industrial do município, de 144 mil habitantes, localizado a 105 km da capital Havana. Segundo Sabines, equipes de Cuba receberam no sábado o apoio de equipes de México e Venezuela, que estão se posicionando para espalhar a espuma extintora, o que “pode demorar um pouco”.

Incêndio em Matanzas atingiu três tanques de petróleo desde sexta-feira Foto: Yamil Lage

Quatro aviões mexicanos e um avião venezuelano pousaram no aeroporto do famoso balneário de Varadero, cerca de 40 km ao norte de Matanzas, com ajuda material e assistência técnica. “A ajuda é importante, acredito que será decisiva”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel à imprensa no sábado.

O incêndio

O incêndio começou na sexta-feira às 19 horas (hora local), depois de um raio atingir um dos oito tanques que fazem parte desta central de armazenamento de combustível. Esse tanque continha 26 milhões de litros de petróleo bruto, 50% de sua capacidade, segundo a estatal Cubapetróleos. Esse tanque alimenta, por meio de um gasoduto, a usina termelétrica Antonio Guiteras, que no dia 24 de maio ficou fora de serviço por alguns dias, quando outro raio danificou sua estrutura.

“Aparentemente houve uma falha no sistema de para-raios, que não suportou a energia da descarga elétrica”, indicou o jornal cubano Granma. Danger Ricardo, um soldador de 37 anos que trabalha no local, não sabe explicar como o sistema falhou.

As chamas atingiram um segundo tanque na manhã do sábado 6. Com 52 milhões de litros de óleo combustível em seu interior, esse depósito explodiu à meia-noite do domingo 7, espalhando parte do conteúdo em combustão.

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Na madrugada de domingo para segunda-feira, dois tanques em chamas desabaram, deixando mais três pessoas com ferimentos leves. De acordo com o último boletim médico, divulgado na noite de domingo, o incêndio deixa um morto, 16 desaparecidos e 24 hospitalizados, cinco deles em estado crítico.

Desde sábado, as autoridades temiam que as chamas se espalhassem para outros tanques. Diante do risco, as unidades que trabalhavam no local foram retiradas no domingo à noite, informou o governo provincial de Matanzas.

A imensa coluna de fumaça que se estende até Havana parecia mais estreita no domingo, e a poluição do ar estava se dissipando. De um posto de auxílio, a cerca de 150 metros da base dos tanques, os voluntários da Cruz Vermelha local aguardavam, e os caminhões de bombeiros saíam constantemente em direção à área do incêndio.

Bombeiros jogam água de helicópteros para combater o incêndio em Matanzas Foto: Yamil Lage / AFP

Sustos

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Quando ocorreu a primeira explosão, na sexta-feira, Yuney Hernández e sua família deixaram sua casa em La Ganadera. Voltaram “por volta das três da manhã” porque as crianças estavam com sono, explicou a mulher de 32 anos à agência France Press. Mas por volta das 5h eles começaram a ouvir mais explosões e “parecia que pedaços do tanque estavam caindo”, acrescentou.

Ginelva Hernández, de 33 anos, mora na mesma comunidade com o marido e três filhos. “Saltamos da cama e quando saímos para a rua o céu estava amarelo”, contou ela à agência. “Está incontrolável o medo das pessoas na rua”, disse. / AFP

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