Na Bósnia, sob a neve, centenas de migrantes esperam por abrigo

Composto principalmente por paquistaneses e afegãos, grupo vive entre ruínas do campo de Lipa, que pegou fogo há duas semanas

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Por Redação
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BIHAC - A neve caiu sobre centenas de migrantes sem abrigo presos na Bósnia a caminho da Europa na sexta-feira, 8, esperando por um abrigo temporário já que seu acampamento foi vítima de um incêndio há mais de duas semanas, testemunhou um fotógrafo da Agência France-Presse.

Centenas de migrantes esperam por abrigo temporário Foto: Elvis Marukcic/AFP

As temperaturas estão congelando nas ruínas do campo de Lipa, no noroeste da Bósnia, perto da fronteira com a Croácia. O nevoeiro está presente com frequência e a região está coberta de neve.

Campo de "Lipa" pegou fogo há duas semanas Foto: Elvis Barukcic/AFP

O campo, onde viviam mais de 1.300 migrantes, principalmente paquistaneses e afegãos, foi devastado por um incêndio em 23 de dezembro, após a retirada da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que administrava o local.

Mais de 1.300 pessoas ficaram desabrigadas após o incêndio Foto: Elvis Barukcic/AFP

Centenas de migrantes estão esperando desde então, reunidos em cerca de vinte tendas montadas na área pelo exército bósnio, muitos deles em uma floresta próxima.

"Não há água, eletricidade ou chuveiros. Neva, chove, as pessoas não têm remédios. É tudo problema. Quase não temos o que comer", disse à Agência France-Presse Assad Ali, um paquistanês de 30 anos.

Maioria dos migrantes desabrigados é do Paquistão ou do Afeganistão Foto: Elvis Barukcic/AFP

As tendas improvisadas, que serão equipadas com aquecimento e podem acomodar cerca de 900 pessoas, poderão ser utilizadas "nos próximos dias", afirmou o prefeito de Bihac, Suhret Fazlic.

No momento, os voluntários da Cruz Vermelha estão distribuindo alimentos para mil pessoas, disse Selam Midzic, o chefe local da organização, à Agência France-Presse.

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No momento, os voluntários da Cruz Vermelha estão distribuindo alimentos para mil pessoas Foto: Elvis Barukcic/AFP

O IOM justificou sua retirada de Lipa pelo fato de que o acampamento não era adequado para o inverno. A polícia da Bósnia suspeita que os migrantes atearam fogo no campo para denunciar sua situação. /AFP

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