Nigel Farage, ‘pai do Brexit’, vence eleição suplementar no Reino Unido e retorna ao Parlamento

Farage teve 63% dos votos, enquanto seu principal adversário, que usava uma lata de lixo na cabeça, recebeu 27%

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Por Redação
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O líder do partido britânico anti-imigração Reform UK, Nigel Farage, foi eleito novamente como deputado em uma eleição suplementar, realizada na quinta-feira, 13, na qual seu principal adversário - um candidato satírico que usa uma lixeira na cabeça - teve um desempenho melhor do que o esperado.

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Farage, que provocou a eleição ao renunciar à cadeira parlamentar que ocupava desde 2024 em meio a uma investigação sobre suas finanças, recebeu 63% dos votos na circunscrição inglesa de Clacton, segundo resultados divulgados nesta sexta-feira, 14.

O principal rival de Farage foi o misterioso Count Binface, que usava uma lata de lixo como máscara. O curioso candidato - alter ego do comediante Jon Harvey - superou as expectativas ao receber 9.455 votos, o equivalente a 27% do total.

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O líder do partido britânico Reform UK, Nigel Farage, votou em uma seção eleitoral em Walton-on-the-Naze, na quinta-feira, 13. Foto: Richard Pelham/AP

Antes do fim da apuração, Farage já havia declarado sua vitória. “O veredicto foi dado e é uma vitória convincente e avassaladora”, afirmou em um evento em Essex.

Analistas previram a vitória de Farage, mas subestimaram o desempenho do autodenominado “guerreiro espacial intergaláctico”, que usou a lata de lixo como máscara durante toda a campanha. Também esperavam uma participação eleitoral muito elevada.

Os principais partidos políticos britânicos, incluindo o governante Partido Trabalhista, rejeitaram a votação, que consideram uma manobra do líder do Reform UK para evitar a fiscalização de suas atividades.

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A situação permitiu que dezenas de candidatos pequenos, entre eles Conde Binface, ganhassem destaque durante a campanha.

“A vitória moral já é minha”, disse o comediante à Agence France-Presse (AFP) no centro de apuração durante a madrugada desta sexta-feira, antes do anúncio do resultado final.

Farage não acompanhou a contagem dos votos, momento em que os candidatos tradicionalmente se reúnem para a proclamação dos resultados. Ele alegou que a polícia o havia advertido sobre o planejamento de uma “campanha organizada para interromper e deslegitimar o resultado”.

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A taxa de participação foi de 44%, abaixo dos 59% registrados nas eleições gerais de 2024, mas isso é comum em eleições suplementares.

Na circunscrição, muitos eleitores mostraram pouco entusiasmo com a disputa eleitoral, e até alguns voluntários do Reform UK descreveram a eleição como uma piada.

“É um pouco ridículo”, disse a ativista do partido Jane Embelton à AFP. “Basicamente, tudo isso é para fazer Nigel Farage parecer um idiota. Mas nem eu nem seus apoiadores o consideramos um idiota”.

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Polêmicas

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Quase 80 mil pessoas estavam aptas a votar na eleição, da qual participaram 34 candidatos, nenhum deles dos principais partidos políticos, que consideram o pleito uma cortina de fumaça de Farage, cujo partido liderou as pesquisas nacionais por 18 meses, antes de perder espaço recentemente. Ele surpreendeu os eleitores no mês passado ao renunciar à sua cadeira.

Uma investigação conduzida pelo Comissário Parlamentar de Normas analisa as acusações de que Farage e o vice-líder do Reform UK, Richard Tice, não declararam doações. No caso de Farage, a investigação envolve uma doação de £ 5 milhões. Ambos negam ter cometido qualquer irregularidade.

Farage apresentou a votação de quinta-feira como uma batalha do “povo de Clacton contra ‘o establishment’”, com o objetivo de frustrar o que chamou de “armadilha” envolvendo suas finanças.

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As polêmicas coincidiram com uma queda, segundo pesquisas, no apoio ao Reform UK e na popularidade de Farage, uma figura que divide a opinião pública./Com informações da AFP

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