EUA ameaçam o Irã com um ‘isolamento econômico como o mundo nunca viu’

Secretário do Tesouro dos EUA apresentou a estratégia como a combinação de duas medidas: o estrangulamento financeiro e o bloqueio físico

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Por Redação

Irã quer indenização por derramamento de petróleo e danos ambientais no Golfo Pérsico

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse que países que utilizam o Estreito de Ormuz têm ‘obrigação legal’ e ‘moral’ de r.

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Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, ameaçou nesta quinta-feira, 13, submeter o Irã a um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, com novas medidas previstas para a próxima semana.

“Será uma combinação de isolamento econômico, como o mundo nunca viu”, declarou Bessent ao canal de televisão conservador Newsmax. Ele acrescentou que “o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos”.

Embarcações atravessam o Estreito de Ormuz, nas proximidades de Bandar Abbas Foto: Atta Kenare/AFP

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Bessent apresentou a estratégia como a combinação de duas medidas: o estrangulamento financeiro e o bloqueio físico, citando Havana e Caracas como exemplos. “A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio”, disse ele.

O vice-presidente JD Vance havia declarado nesta quinta à Fox News que “o objetivo número um” dos Estados Unidos em relação ao Irã era “manter o petróleo e o gás baratos para os americanos em todo o nosso país”, e que “o objetivo número dois” era garantir “que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear”.

Esse possível endurecimento comercial contrasta com as declarações feitas pelo próprio Bessent em 4 de agosto, quando mencionou na CNBC um possível acordo com Teerã “hoje ou amanhã” para reabrir o Estreito de Ormuz.

A opção pela pressão econômica surge enquanto a via diplomática parece completamente bloqueada, já que tanto Washington quanto Teerã permanecem firmes em suas condições para a reabertura do Estreito de Ormuz. / AFP

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