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Países bálticos construirão linha de defesa comum para se proteger de Rússia e Belarus

Estônia, Letônia e Lituânia, ex-repúblicas soviéticas, afirmam que reforço na segurança se mostrou necessário depois da invasão da Ucrânia. Objetivo é ‘dissuadir e, se necessário, se defender’, afirma comunicado

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Por Redação

Os países do Báltico - Estônia, Letônia e Lituânia - concordaram, nesta sexta-feira,19, em construir uma linha de defesa conjunta contra possíveis ameaças militares na fronteira que compartilham com a Rússia e com Belarus.

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Os ministros da Defesa dos países bálticos assinaram o acordo que prevê a construção de instalações defensivas antitanque nos próximos anos. O objeto, afirma o comunicado, é dissuadir e, se necessário, se defender de ameaças militares.

“Será uma linha de defesa báltica para proteger o flanco oriental da Otan e privar nossos adversários de sua liberdade de movimento”, disse o ministro da Defesa da Letônia, Andris Spruds, em publicação no X (antigo Twitter).

Da esquerda para direita: ministros da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, da Letônia, Andris Spruds e da Lituânia, Arvydas Anusauskas, detalham cooperação militar em entrevista coletiva, 19 de janeiro de 2024.  Foto: EFE/EPA/TOMS KALNINS

O ministro da Estônia Hanno Pevkur, por sua vez, destacou que o reforço na segurança se mostrou necessário depois que Moscou avançou sobre Kiev. “A guerra realizada pela Rússia na Ucrânia mostrou que, além de equipamentos, munições e homens, instalações defensivas físicas na fronteira também são necessárias”, disse.

As repúblicas do Báltico foram as primeiras a romper com o Partido Comunista e deixar a antiga União Soviética ainda antes do bloco se desintegrar. Pouco mais de uma década depois, Lituânia, Estônia e Letônia deram entrada na Otan e na União Europeia. Esse movimento foi considerado uma traição por Vladimir Putin, que costuma criticar a expansão da aliança militar e usar isso como desculpa para a guerra na Ucrânia.

A tensão escalou depois que as tropas russas avançaram sobre Kiev. Desde então, as ações de espionagem e a campanha de intimidação de Moscou preocupam os países do Báltico, como mostrou o Estadão.

Otan faz maior exercício militar em 36 anos

Um dia antes da linha de defesa conjunta ser anunciada pelos bálticos, a Otan convocou 90 mil soldados para o maior exercício militar desde 1988, antes do colapso da União Soviética. Segundo a aliança atlântica, o bloco precisa estar preparado para enfrentar adversários como a Rússia.

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O general norte-americano Christopher Cavoli, chefe do Comando da Otan para a Europa, afirmou que o exercício, batizado de “Steadfast Defender”, se estenderá até maio, com a participação dos 31 países da Otan além da Suécia, que aspira aderir à aliança militar. “Será uma demonstração clara de nossa unidade, força e determinação em nos protegermos mutuamente”, destacou o militar.

No total, os exercícios militares devem incluir a participação de 50 navios, 80 aeronaves e mais de 1.100 veículos de combate. As manobras, uma série de exercícios menores, serão realizadas da América do Norte até o flanco oriental da Otan, perto da fronteira com a Rússia. /AFP

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