Primeiro-ministro do Líbano é acusado de negligência no caso da explosão em Beirute

Três ex-ministros também foram acusados, informaram duas fontes que acompanham o caso; sobe para 37 o número de suspeitos declarados pelo juiz

PUBLICIDADE

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

BEIRUTE - O juiz que investiga a explosão que ocorreu em agosto no porto de Beirute, no Líbano, acusou o primeiro-ministro em exercício, Hassan Diab, e mais três ex-ministros de negligência no caso, informaram nesta quinta-feira, 10, duas fontes que acompanham a investigação. O juiz, Fadi Sawan, apontou os quatro homens como suspeitos e planeja interrogá-los na próxima semana. A explosão deixou ao menos 200 mortos. 

Explosão em Beirute, que ocorreu em agosto, deixou ao menos 200 mortos Foto: STR/AFP

PUBLICIDADE

Por meio de um comunicado, Diab negou as acusações nesta quinta, disse que “suas mãos estão limpas” e sugeriu que o juiz não tinha autoridade para acusar um primeiro-ministro. Uma outra declaração do escritório de mídia de Diab acusou o juiz de violar a Constituição ao burlar o Parlamento em suas ações.

No sistema judicial do Líbano, o juiz especial que investiga a explosão primeiro declara os suspeitos no caso, mas só anuncia oficialmente as acusações depois de concluir toda a investigação, uma etapa que dá início aos julgamentos. As últimas acusações elevam para 37 o número de suspeitos declarados pelo juiz em conexão com a explosão.

A explosão de agosto, que atingiu a capital, foi a maior da história do Líbano. Ela foi causada pela combustão de 2.750 toneladas de produtos químicos perigosos, que foram armazenados em condições inseguras no porto durante anos. Cidadãos locais apontaram a explosão como emblemática da má gestão e da corrupção que há muito prejudicam o país.

Em caráter reservado, as duas fontes que acompanham a investigação disseram que os três ex-ministros que agora foram acusados são o ex-ministro das Finanças, Ali Hassan Khalil; e dois ex-ministros dos Transportes e Obras Públicas, Ghazi Zaiter e Youssef Finianos./NYT

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.