Prisão de diplomatas terá efeitos ´desagradáveis´, diz Irã

O Exército americano mantém sob custódia pelo menos quatro iranianos; dois diplomatas também haviam sido presos mas, depois, foram liberados

PUBLICIDADE

Por Agencia Estado
Atualização:

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Mohamad Ali Hosseini, qualificou a detenção de diplomatas iranianos no Iraque, executada pelo Exército dos Estados Unidos, de ilegal e advertiu que isto terá "conseqüências desagradáveis". A detenção "não se adapta a nenhuma normativa internacional e terá conseqüências desagradáveis", disse Hosseini, que acrescentou que a chancelaria do Irã convocou o embaixador da Suíça (representante dos interesses dos EUA no Irã) para apresentar o protesto de Teerã, informou a agência de notícias oficial iraniana. Hosseini, que ressaltou que o governo iraquiano é o responsável pela libertação dos diplomatas iranianos detidos, acrescentou que "os ocupantes (EUA) devem atuar segundo as normas internacionais". "Há dias fomos informados de que as forças americanas tinham detido, contra as leis internacionais, os diplomatas iranianos que tinham viajado ao Iraque a convite do governo iraquiano", disse o porta-voz da diplomacia iraniana. Horas antes, o porta-voz do governo iraniano, Gholam Hossein Elham, disse que a detenção de dois representantes iranianos no Iraque é conseqüência das pressões exercidas por Washington sobre Teerã. O porta-voz da Presidência iraquiana, Hiwa Osman, confirmou que as forças americanas detiveram dois diplomatas iranianos que estavam visitando o Iraque a convite do presidente iraquiano, Jalal Talabani. Detidos e liberados O Exército americano mantém sob sua custódia pelo menos quatro iranianos, entre eles altos oficiais militares, que foram detidos em duas operações realizadas na semana passada em Bagdá, segundo a edição desta segunda-feira, 25, do jornal The New York Times. O jornal baseia suas informações em altos comandantes iraquianos e americanos, em Bagdá e Washington. A administração de George W. Bush se limitou a confirmar que os iranianos se encontram sob sua custódia. "Seguimos trabalhando com o Governo iraquiano sobre o status dos detidos", disse Gordon D. Johndroe, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Johndroe também disse que, inicialmente, entre os detidos nas operações, estavam dois diplomatas iranianos que possuíam documentos demonstrando que trabalhavam legalmente no Iraque. Os dois diplomatas foram entregues às autoridades iraquianas e, posteriormente, liberados.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.