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GUERRA DAS MALVINAS: Quem é quem no conflito

Por redacaointer
Atualização:

Por Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires, e Solly Boussidan, especial para o 'estadão.com.br'

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A Guerra das Malvinas, que completa 30 anos nesta segunda-feira, 2, foi travada entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela disputa do arquipélago localizado no Atlântico Sul. Conheça alguns dos personagens deste conflito.

Veja também:CRONOLOGIA: A história do arquipélagoCURIOSIDADES: Dados pitorescos sobre o conflitoGALERIA: Imagens das ilhas MalvinasARQUIVO: As capas do 'Estado' sobre a guerraESPECIAL:  30 anos da Guerra das Malvinas

John Jeremy Moore O major-general John Moore foi encarregado de comandar as forças terrestres britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1928 em uma família tradicional das forças armadas britânicas, o experiente militar havia se alistado no Corpo de Fuzileiros Navais da Grã-Bretanha em 1947 e servido como comandante em diversas operações táticas de sucesso na convoluta Irlanda do Norte da década de 1970. Apaixonado por música, administrou a Escola Real de Música dos Fuzileiros Navais ao longo de 1957. Moore é considerado um dos principais estrategistas britânicos das batalhas de San Carlos e Goose Green, nas Malvinas. Coube ao major-general receber a rendição das forças argentinas nas Malvinas, em junho de 1982. Condecorado como Oficial da Ordem do Império Britânico, Moore faleceu em 2007, aos 79 anos de idade.

John Forster "Sandy" Woodward Natural da região da Cornuálha, Woodward foi almirante encarregado de comandar as forças navais britânicas durante a Guerra das Malvinas. Nascido em 1932 e conhecido por sua excepcional capacidade de liderar mesmo sob intensa pressão, Sandy, como era conhecido, provou-se o par perfeito para lidar com a personalidade complicada de Moore. Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Império Britânico por seu papel estratégico nas Malvinas, incluindo a destruição do cruzador argentino General Belgrano, um dos golpes mais duros infligidos ao país sul-americano. Em 1992, Sandy escreveu um livro de memórias sobre a guerra, na qual não esconde a tensão e o medo que vivenciou, extirpando a imagem de comandante durão e sem sentimentos pela qual ficou conhecido.

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Alfredo Ignacio Astiz "É o mais sinistro paradigma do terrorismo de Estado". Com esta frase, o escritor e jornalista Jorge Camarasa define a personalidade do ex-capitão Alfredo Astiz, um dos mais famosos integrantes da ditadura, apelidado de "o anjo loiro da morte" por suas vítimas e "o corvo" por seus amigos (por seu ar sempre sombrio). Garoto mimado da ditadura, a alta hierarquia militar encomendava a Astiz as missões mais complexas. Entre seus assassinatos mais famosos estão os das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet, além de três fundadoras das Mães da Praça de Maio, entre elas, Azucena Villaflor. Astiz foi recompensado por seus serviços com o cargo de comando nas ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, as Geórgias foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir "até a morte", como havia prometido. Com um copo cheio de uísque em uma das mãos, assinou a rendição incondicional. Em outubro de 2011 Astiz foi condenado à prisão perpétua por torturas e assassinatos de civis durante a ditadura.

Mario Benjamin Menéndez Integrante de uma família de militares que protagonizaram golpes de Estado, em março de 1982 Mario Menéndez era o comandante do Primeiro Corpo de Exército em Buenos Aires. Homem de confiança do general Galtieri, Menéndez foi enviado no dia 7 de abril às Malvinas para ocupar o posto de governador-geral militar do arquipélago e virtual organizador da defesa das ilhas para enfrentar um ataque inglês. No início, o militar acreditava que a Grã-Bretanha não enviaria tropas para a reconquista das ilhas. No entanto, dias depois, Londres anunciou que o próprio príncipe Andrew estaria entre os militares que a Grã-Bretanha enviaria. O general - que havia preparado um antiquado sistema de defesas fixas, tal como na Primeira Guerra Mundial, assinou a rendição argentina no dia 14 de junho.

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